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Tropas russas reposicionam-se em terreno ucraniano

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De  Nara Madeira  com AP, AFP
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Aumenta o número de mortos na sequência do bombardeamento em Mykolaiv
Aumenta o número de mortos na sequência do bombardeamento em Mykolaiv   -   Direitos de autor  Petros Giannakouris/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

As forças de Moscovo continuam a reposicionar-se em terreno ucraniano enquanto aumenta o número de mortos, resultado da invasão russa. O número de falecidos, na sequência do bombardeamento a um edifício governamental em Mykolaiv, há quatro dias, matou mais de 30 pessoas e as equipas de resgate continuavam no terreno à procura de sobreviventes e a retirar corpos. Uma informação avançada pelo governador da Vitaliy Kim.

Tropas russas rumam a sul

De acordo com Kiev as tropas inimigas estão a protagonizar uma "retirada rápida" da capital, regiões limítrofes e Chernihiv, no norte do país, com o objetivo de "ganhar" terreno no leste e sul.

A cidade de Brovary, localizada a cerca de 20 quilómetros de Kiev, volta a estar nas mãos dos ucranianos. De acordo com as autoridades locais o trabalho de limpeza e desminagem está já em curso, enquanto muitos residentes começam a regressar a casa. 

Mas há um longo caminho pela frente. Para Karina Tkachenko, uma deslocada deste conflito, "a vida não é muito boa". As lojas, em Brovary, estão fechadas e que há muitas pessoas que ficam sem comida. "Há três semanas que o pão não é entregue", referia.

Não há lugares seguros na Ucrânia

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky dizia que a situação no leste parece "extremamente difícil" enquanto foi anunciada a morte de mais um jornalista. O fotógrafo ucraniano Maks Levin estava incontactável há três semanas e foi encontrado morto próximo de Kiev, após a retirada das tropas russas. Uma informação avançada pela presidência ucraniana.

No país, continua a não haver lugares, de facto, seguros. O correspondente da euronews, Sérgio Ferreira de Almeida, relatava o disparo, na noite de sexta-feira, a partir da Crimeia, de três mísseis para a região de Odessa, ainda que não haja confirmação oficial deste ataque. Uma situação que, frisava, "acaba por abalar a calma que se viveu nos últimos dias" na cidade, quando as pessoas começavam _"a retomar a vida normal"._Estes mísseis, "que foram abatidos pelas baterias antiaéreas", esclarecia, "provocaram alguns momentos depânico__".