Zelenskyy: Rússia está a cometer "os mais terríveis crimes de guerra"

Intervenção de Volodymyr Zelenskyy no Conselho de Segurança da ONU
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Na intervenção no Conselho de Segurança da ONU, presidente ucraniano disse que organismo não é eficaz para travar agressão russa

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Face ao Conselho de Segurança da ONU, Volodymyr Zelensky disse que a "instituição mais importante do mundo [...] não está a funcionar eficazmente" para travar a agressão russa.

Numa intervenção em videoconferência, o presidente ucraniano apelou para que seja retirado o direito de veto à Rússia, que voltou a acusar de "crimes de guerra".

Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia:"Atualmente, como resultado das ações da Rússia no nosso país, a Ucrânia, estão a ser cometidos os crimes de guerra mais terríveis de todos os tempos, os piores que vemos desde a Segunda Guerra Mundial."

Como seria de esperar, o representante russo na ONU repetiu a posição do Kremlin, rejeitando as acusações.

Vasily Nebenzya, embaixador russo na ONU:"Gostava simplesmente de tirar partido da presença virtual aqui do presidente da Ucrânia para me dirigir a ele diretamente. Agora colocamos na sua consciência as acusações infundadas contra o Exército russo, que não são confirmada por qualquer testemunha."

Ainda antes destas intervenções, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmava que a invasão da Ucrânia constitui uma "violação da Carta das Nações Unidas" por parte de um Estado-membro e está também a afetar mais de mil milhões de pessoas em dezenas de países em desenvolvimento.

António Guterres, secretário-geral da ONU:"A guerra na Ucrânia é um dos maiores desafios de sempre para a ordem internacional e a arquitetura global da paz, fundada na Carta das Nações Unidas, devido à sua natureza, intensidade e consequências."

Na intervenção no Conselho de Segurança da ONU, Zelenskyy acusou também a Rússia de "colonialismo" e de querer "transformar ucranianos em escravos silenciosos", levando "centenas de milhares" de deslocados para o território russo.

O conflito fez até ao momento mais de seis milhões de deslocados internos e outros quatro milhões e meio de refugiados que fugiram do país.

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