Roménia já acolheu 600 crianças de orfanatos ucranianos

Centro de acolhimento de crianças ucranianas na Roménia
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Desde o início da guerra, a Roménia já acolheu 34 mil crianças da Ucrânia; 600 das quais provém de orfanatos e centros de adoção

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O jovem Rostyslav acabou de fazer 18 anos. É de Odessa, na Ucrânia.

Chegou à Roménia há 2 semanas, juntamente com outros 16 jovens e crianças de centros de adoção e orfanatos ucranianos. Foram acolhidos numa instalação para órfãos, em Bucareste.

Aqui sentem-se seguros. Recebem alimentos, vestuário, medicamentos, mas também apoio psicológico.

E além disso, professores ucranianos ajudam-nos nos estudos.

"Estamos a tentar falar sobre o futuro, sobre o facto de que a guerra vai acabar. Estas crianças são o nosso futuro, elas devem continuar a estudar. Um dia, devem ter uma profissão. Estas crianças são tão dotadas. Cabe-lhe as elas a construção do seu futuro", diz Larisa Bilous professora de língua ucraniana.

Antes da guerra, Larisa trabalhava numa escola secundária em Odessa. Pegou nos filhos e numa mala e deixou tudo para trás. Agora, é ela quem cuida das crianças ucranianas que estão abrigadas em lares adoptivos em Bucareste.

A vida está a ser dura para ela neste momento, mas não está a perder a esperança

"Todos esperamos voltar ao nosso país e que voltemos a viver felizes, como dantes", afirma.

Larisa Dumitru, Responsável pela comunicação da "Esperança e Lar para as Crianças da Roménia" contextualiza: "São crianças institucionalizadas, para quem não há mãe nem pai que as possa tomar nos seus braços e dizer-lhes que tudo estará bem, ou que as possa proteger da guerra e explicar-lhes o que está a acontecer. Estas crianças estão agora a viver o drama mais profundo que já viveram, isto é, o drama de não se sentirem seguras e o drama de não terem ninguém para cuidar delas".

A subdiretora do Conselho Social de Assistência e Proteção das Crianças, Viviana Anghel explica os direitos destas crianças: "As crianças ucranianas beneficiam dos mesmos serviços que as crianças romenas abrigadas em centros de adoção. As suas necessidades básicas são cobertas: recebem alojamento, refeições, serviços médicos, aconselhamento psicológico e assistência social. Sabemos que há pedidos de famílias romenas para adotar crianças ucranianas, mas, infelizmente, a legislação não nos permite fazer isso".

A repórter da Euronews, Alida Mocanu, revela, em números, a dimensão desta tragédia.

"Desde o início da guerra, mais de 4,3 milhões de crianças foram deslocadas na Ucrânia. 1,8 milhões de crianças fugiram para países vizinhos, de acordo com o último relatório da UNICEF. 182.000 destas crianças passaram pela Roménia e 34.000 permaneceram aqui. Mais de 600 das crianças ucranianas que vivem agora na Roménia provêm de lares de adoção ou orfanatos".

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