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Milhares de indígenas protestam contra a exploração mineira

Manifestação contra exploração mineira em território indígena
Manifestação contra exploração mineira em território indígena Direitos de autor Eraldo Peres/The Associated Press
Direitos de autor Eraldo Peres/The Associated Press
De  Bruno Sousa
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Manifestação junta milhares de indígenas em Brasília e insere-se na 18.ª edição do Acampamento Terra Livre

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A causa indígena fez ouvir as suas vozes nas ruas de Brasília, através de uma manifestação contra os projetos-lei que preveem a libertação de terras indígenas para exploração mineira. De acordo com a organização, o protesto juntou mais de seis mil pessoas em representação de 172 povos.

Ubiranan Pataxó, Cacique da tribo Pataxó, explica que estão em Brasília "para mostrar ao Brasil e ao mundo que nós existimos e nos resistimos. Hoje é um momento de nos reivindicar nosso território, nossa fauna e flora, e demarcar o território no nosso Brasil."

A manifestação integrou-se na 18.ª edição do Acampamento Terra Livre, que junta milhares de nativos até 14 de abril e que regressou à capital do país depois de dois anos de realização virtual forçada pela pandemia de covid-19. Quer no acampamento, quer na manifestação, as palavras de ordem contra Jair Bolsonaro são proferidas a uma só voz.

Alessandra Korap, Líder da tribo Munduruku, lamenta que o Presidente brasileiro seja "contra tudo. Ele é contra a cultura, ele é contra o ambiente, ele é contra os povos indígenas. Como é que ele pode ser reeleito?"

Na sua imensidão verde, a Amazónia esconde vários crimes ambientais, crimes que podem ser legitimados se o polémico projeto-lei foi aprovado na próxima semana. Os defensores sustentam que, face ao contexto atual, é preciso reduzir a dependência dos fertilizantes importados da Rússia. O Brasil importa atualmente 86% dos fertilizantes que consome, sendo que cerca de um quarto tem origem russa.

Os críticos argumentam que as jazidas existentes em território indígena representam apenas 11% das jazidas na bacia amazónica e avisam que a mudança na legislação não terá qualquer impacto para reduzir a dependência da Rússia no contexto da guerra na Ucrânia, uma vez que os projetos para a região demorarão vários anos até se tornar uma realidade.

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