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Polónia à beira de saturação no acolhimento de refugiados da guerra na Ucrânia

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De  Francisco Marques
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Refugiados ucranianos continuam a cruzar a fronteira de Medyka para a Polónia
Refugiados ucranianos continuam a cruzar a fronteira de Medyka para a Polónia   -   Direitos de autor  AP Photo/Emilio Morenatti

A Polónia anunciou este sábado ter já registado a entrada no país de 3,05 milhões de refugiados oriundos da Ucrânia desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro, e começa a dar sinais de saturação perante a falta de recursos materiais e humanos para responder às necessidades.

Só na sexta-feira, a guarda fronteiriça polaca terá registado 22 mil controlos de entrada no país a pessoas oriundas da Ucrânia.

Desde 24 de fevereiro, há comboios diários a chegar a Przemyśl oriundos de Kiev e de Lviv. Um dos voluntários polacos no acolhimento a estas pessoas em figa da guerra é Igor Woronin, que se tem cruzado com pessoas que pretendiam ir "ao encontro de amigos ou de família em Breslávia, Varsóvia ou até na Alemanha".

"Agora, as pessoas estão apenas a deixar as cidades bombardeadas sem saber bem para onde ir, o que fazer ou em que condições podem ficar aqui", conta-nos Igor Woronin.

À medida que a guerra na Ucrânia se arrasta sem fim à vista, há no entanto refugiados, incluindo mulheres, a decidir regressar já a casa e, à estação de Lviv, cerca de 90 quilómetros a leste de Przemyś, na Polónia, estarão agora a chegar cerca de 30 mil pessoas todos os dias que tinham fugido da guerra.

Ao mesmo tempo, em Portugal o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou ter registo de pelo menos 2.448 ucranianos terem regressado ao país natal nos últimos dois meses.

Desde o início da invasão russa, mais de 33 mil pessoas, ucranianos ou estrangeiros residentes na Ucrânia, dos quais dois terços mulheres (22.208), pediram proteção temporária a Portugal. Pelo menos 160 terão cancelado esse pedido junto do SEF.

Ainda assim, continuam a ser mais as pessoas que fogem da invasão russa do que as que regressam à Ucrânia.

Outras fontes • PLtv, Lusa