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Evacuação de Mariupol prossegue

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De  euronews
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Explosões em Azovstal
Explosões em Azovstal   -   Direitos de autor  frame

O Governo de Kiev acusa Moscovo de continuar a bombardear a fábrica de aço Azovstal, na cidade ucraniana de Mariupol, mesmo durante a retirada de civis do complexo siderúrgico.

Estima-se que duas centenas de ucranianos, incluindo mais de duas dezenas de crianças, continuem presos no interior dos abrigos da fábrica.

No terreno, as Nações Unidas tentam resgatar o máximo possível de civis através de túneis.

O chefe do gabinete do presidente da Ucrânia, Andriy Yermak, escreveu esta sexta-feira, na rede social Telegram que conseguiram retirar cerca de 500 civis.

O presidente Volodymyr Zelenskyy acusa a Rússia de estar a praticar tortura em Mariupol.

"Este é um exemplo de tortura, de bloqueios e torturas com fome. Ninguém pode obter qualquer tipo de comida. Ninguém, ali, consegue arranjar alimentos. Todas as organizações internacionais estão proibidas de entrar na zona. Não podem fornecer água."

Entretanto, a Europa continua a enviar armas para a Ucrânia. O Governo alemão anunciou que vai enviar sete obuses autopropulsionados, que têm a capacidade de atingir alvos a 40 quilómetros de distância, para além dos cinco sistemas de artilharia que o Governo holandês já prometeu.

Está prevista, para a próxima semana, o treino de militares ucranianos para poderem manusear a artilharia pesada.

Na Rússia, prosseguem as preparações para se celebrar o 9 de maio, data que assinala a derrota dos nazis, na Segunda Guerra Mundial.

O Kremlin diz que não teme as sanções do Ocidente:

"Nenhuma "punição" ou sanções podem quebrar a vontade do nosso povo, da liderança russa, destinada a defender a verdade histórica, os legítimos interesses da Federação Russa, e impedir que sejam criadas ameaças diretas à nossa segurança nas nossas fronteiras (como tem sido feito durante muitos anos)... Ameaças à nossa cultura, à nossa história", afirma o chefe da diplomacia russa, Sergey Lavrov.

Em Mariupol, começam as operações de limpeza, sob o comando das forças russas. O regime de Vladimir Putin garantiu, no entanto, que o 9 de maio não será celebrado na cidade massacrada da Ucrânia.