Le Pen e Mélenchon já lutam pela maioria nas legislativas francesas

Líderes dxa extrema-direita e da coligação de esquerdas em "duelo" eleitoral
Líderes dxa extrema-direita e da coligação de esquerdas em "duelo" eleitoral Direitos de autor AP Photo/Michel Euler//Michel Spingler (Arquivo)
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Este fim de semana, os líderes da extrema-direita e da união da esquerda francesa deram início à campanha para as legislativas de 12 e 19 de junho

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Marine Le Pen começou, este domingo, em Hénin-Beaumont, o seu quartel general no Departamento do Pas de Calais, no norte de França, a campanha eleitoral para as legislativas francesas.

E não perdeu tempo no ataque ao seu mais direto rival na corrida à chefia do próximo governo, Jean-Luc Mélenchon, a quem começou por chamar "bobo da corte"

A fábula de Jean-Luc Mélenchon enquanto opositor de Emmanuel Macron deve parar agora - durou 15 dias, fez rir toda a gente - mas a realidade é que Jean-Luc Mélenchon fez eleger Emmanuel Macron. Isto descredibiliza-o completamente para poder colocar-se na postura de opositor a Emmanuel Macron. Ele representa o bobo da corte. Exagera na insolência em relação ao presidente...", disse a líder da extrema-direita francesa, presidente da União Nacional.

Galvanizado pela NUPES (Nova União Popular, Ecológica e Socialista), a nova aliança que lidera após o acordo com socialistas, ecologistas e comunistas, Jean-Luc Mélenchon já se vê com uma maioria parlamentar e na liderança do governo.

"Agora nós entendemo-nos e pedimos a todos os que pensam que isso é bom, de nos ajudarem de nos seguirem, de nos apoiarem com todas as suas forças.

Como alguém disse, não elegemos o primeiro-ministro - é uma coisa inteligente de se dizer -, nós elegemos os deputados que constituem uma maioria. Quais deputados? Os da União Popular", afirmou perante representantes de todas as forças políticas da União.

Uma união que mostrou convergência na primeira reunião este sábado, mas que faz ranger os dentes dos antigos tubarões da esquerda, como François Hollande, que mostra preocupação com as posições do líder da França Insubmissa sobre nomeadamente a Europa, a NATO e a Rússia.

A França vota nos dias 12 e 19 de junho, na primeira e segunda volta das eleições legislativas, que vão definir a composição do próximo parlamento.

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