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ENI abre conta em rublos no Gazprombank

ENI, gigante enrgético italiano
ENI, gigante enrgético italiano Direitos de autor Luca Bruno/ Associated Press.
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A gigante energética italiana, ENI, abre conta no Gazprombank, mas diz que paga o gás russo em euros. Bruxelas fala de infração às leis europeias

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O gigante italiano da energia, Eni, está a ceder às exigências de Moscovo e abriu uma conta bancária em euros e outra em rublos no Gazprombank, para satisfazer os seus pagamentos de fornecimento de gás russo devidos "nos próximos dias".

A empresa, que é detida a 30% pelo Estado, assegura que continuará a efetuar os pagamentos em euros.

Eric Mamer, porta-voz da Comissão Europeia diz: "Os Estados-membros tomaram uma decisão coletiva para impor um certo número de sanções, pelo que é bastante normal que os Estados-membros tenham a obrigação de aplicar esta decisão que tem força de lei na União Europeia. E se os Estados-membros não o fizerem, aplica-se o quadro geral dos processos por infração que podem ser implementados pela Comissão Europeia".

Eni garante que abriu a conta de rublos como medida de precaução, mas continuará a pagar à Gazprom em euros.

O Primeiro-Ministro italiano afirmou há dias que a maioria das empresas energéticas europeias fez o mesmo e tinha pedido a Bruxelas para se pronunciar sobre se este comportamento não punha em causa as sanções.

Os clientes do gás russo tentam adaptar-se às novas exigências do Kremlin, que introduziu um novo procedimento de pagamento em duas fases, com um pagamento numa conta Gazprombank em euros ou dólares, seguido de conversão em rublos numa segunda conta na mesma instituição

Qualquer que seja o esquema financeiro, Bruxelas considera que a abertura da conta em rublos constitui uma violação das sanções, que determina procedimentos de infração contra os estados.

A Rússia cortou recentemente o fornecimento de gás à Polónia e à Bulgária por se terem recusado a pagar em rublos.

A grande maioria dos contratos de aquisição do gás russo determinam os pagamentos em euros ou dólares, mas, na sequências das sanções decretadas por causa da invasão da Ucrânia, Moscovo exige os pagamentos em rublos.

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