Turquia promete para breve acordo sobre cereais ucranianos

Cereais são uma das mais importantes fontes de rendimento da Ucrânia
Cereais são uma das mais importantes fontes de rendimento da Ucrânia Direitos de autor Bernat Armangue/AP
De  Ricardo Figueira
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Mantendo a neutralidade no conflito russo-ucraniano, Recep Tayyip Erdoğan quer ser o artífice do acordo que permite escoar os cereais ucranianos retidos em Odessa.

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Pode estar prestes a desbloquear-se a exportação de cereais ucranianos retidos no porto de Odessa. A ONU, a Turquia, a Rússia e a Ucrânia terão chegado a um acordo, segundo fontes diplomáticas turcas. As várias partes estão a discutir as várias rotas alternativas para o escoamento dos cereais e estarão mesmo perto de assinar um acordo em Istambul, o que a concretizar-se é um ponto importante marcado pelo presidente Recep Tayyip Erdoğan. Entretanto, a ONU confirmou que Martin Griffiths, o número dois de António Guterres, está em Moscovo para encontros com altos funcionários russos e tentar resolver esta questão.

A Turquia, que mantém uma posição neutra quanto ao conflito na Ucrânia, está a atuar como mediadora, juntamente com a ONU, nesta guerra alimentar que ameaça reter milhões de toneladas de cereais, causando por um lado uma escassez de alimentos na Europa e, por outro lado, agindo como um garrote aplicado pelos russos à Ucrânia, impedindo o país de receber as importantes receitas da exportação de cereais, uma das principais fontes de rendimento.

O acordo poderá permitir à Ucrânia escoar 20 milhões de toneladas de cereal para os mercados mundiais. Prevê-se que a colheita de trigo, na Ucrânia, caia 40% este ano, em relação ao ano passado, e se fique pelos 19 milhões de toneladas.

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