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Chefe da diplomacia ucraniana deixa críticas a Macron

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De  Ricardo Figueira
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Dmytro Kuleba
Dmytro Kuleba   -   Direitos de autor  VALENTYN OGIRENKO/AP

Um dia depois de ter recebido a homóloga francesa Catherine Colonna em Kiev, o chefe da diplomacia da Ucrânia, Dmytro Kuleba, teceu fortes críticas ao presidente francês Emmanuel Macron que disse "não querer humilhar a Rússia"

Kuleba discorda da visão do inquilino do Eliseu e não foi brando nas palavras: Segundo ele, quando Macron diz isso, só se está a humilhar a ele próprio.

No Twitter, Kuleba disse que "pedidos para não humilhar a Rússia só podem ter como efeito humilhar a França ou qualquer outro país que faça um pedido semelhante, porque a Rússia humilha-se a ela própria e o melhor é concentrar os esforços em colocar a Rússia no seu lugar, o que vai trazer a paz e salvar vidas".

Macron deu uma entrevista à imprensa regional francesa sobre os objetivos e esperanças para o segundo mandato, e foi aí que disse a frase que causou algum mal-estar: "Não devemos humilhar a Rússia, para que no dia em que os combates acabarem, possamos construir um caminho de saída, através das vias diplomáticas. Estou convencido que o papel de França é o de ser uma potência mediadora", disse Macron na entrevista.

Não devemos humilhar a Rússia. (...) O papel de França é o de ser uma potência mediadora.
Emmanuel Macron
Presidente de França

Volodymyr Zelenskyy relembrou que a Rússia é a única culpada pela guerra: "O exército russo pode parar de queimar igrejas, destruir cidades e matar crianças, se uma pessoa der essa ordem em Moscovo. O facto de não haver ainda essa ordem é uma humilhação para todo o mundo", disse o presidente ucraniano.

Apesar desta vontade de afirmar a França como potência mediadora no conflito, o país, sob a direção de Macron, está a tomar uma parte ativa na ajuda à Ucrânia, através do envio de armamento e de apoio às sanções contra a Rússia.