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Situação em Severodonetsk é cada vez mais difícil mas Kiev não se rende

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Tanque ucraniano na linha de frente em Severodonetsk
Tanque ucraniano na linha de frente em Severodonetsk   -   Direitos de autor  Oleksandr Ratushniak/Copyright 2022 The Associated Press

Moscovo propôs a abertura de um corredor humanitário, durante 12h na quarta-feira, para retirar as centenas de civis que estão refugiados numa fábrica de químicos, em Severodonetsk. O ministério da Defesa russo garantia salvo-conduto para os civis e exortava as forças ucranianas a renderem-se.

A cidade, na região de Donbass, continua sob intenso fogo russo. As forças ucranianas continuam a bater-se nas ruas mas o inimigo já controla parte importante desta localidade chave.

Como aconteceu em Mariupol, a última bolsa da resistência ucraniana estará concentrada numa fábrica onde estarão mais de quinhentos civis, dados oficiais ucranianos, e 2500 militares, de acordo com separatistas pró-russos. 

A ONG Conselho Norueguês para os Refugiados, que se mantinha no terreno até há pouco tempo, diz que a situação é crítica devido ao isolamento criado pela destruição da ponte que ligava Severodonetsk a Lyssychansk. As opções de fuga diminuem.

"Os bombardeamentos nunca param. Vão acontecer 24 horas por dia. A situação é muito difícil mas ainda temos força para travar o avanço russo. (...) Temos de lutar com todas as nossas forças".
Oleksandr Stryuk
Presidente da Câmara de Severodonetsk

A tomada desta capital administrativa, pela qual os dois exércitos lutam há semanas, daria a Moscovo o controlo da região de Lugansk e abriria a estrada para outra grande cidade, Kramatorsk, capital da vizinha região de Donetsk. Um avanço decisivo para a conquista de toda a bacia do Donbass.

Numa conferência de imprensa, esta terça-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, admitia que a situação é muito difícil mas que a única coisa a fazer é "continuar a lutar"

Do outro lado, separatistas pró-russos acusavam Kiev de bombardear uma maternidade.

A área, cada vez mais pequena, do Donbass, controlada pela Ucrânia, continua sob intensos combates. Cidades como Selydove, que recebe um fluxo constante de deslocados que fogem da ofensiva russa, estão quase sem mantimentos. As autoridades admitem não poder ajudar todos os recém-chegados.