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ONU conclui que jornalista Shireen Abu Akleh foi abatida por Israel

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De  Luis Guita  & Euronews
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Jornalista Shireen Abu Akleh abatida por forças israelitas
Jornalista Shireen Abu Akleh abatida por forças israelitas   -   Direitos de autor  Majdi Mohammed/AP

A morte da jornalista Shireen Abu Akleh foi provocada pelas forças de segurança israelitas. A conclusão é do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

"Todas as informações que reunimos - incluindo do exército israelita e do Procurador-Geral palestiniano - corroboram o facto de que os tiros que ( a 11 de maio) mataram a Sra. Abu Akleh e feriram o seu colega Ali Sammoudi vieram das forças de segurança israelitas e não de disparos indiscriminados por palestinianos armados, como inicialmente afirmaram as autoridades israelitas", esclareceu a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, em conferência de imprensa, em Genebra.

De recordar que a jornalista palestino-americana, estrela do canal de televisão Al Jazeera, estava a usar um colete à prova de bala com a palavra "imprensa" escrita nele e um capacete quando foi alvejada logo abaixo do capacete.

Shireen Abu Akleh estava na periferia do campo de refugiados de Jenin, um reduto das fações armadas palestinianas onde as forças israelitas estavam a realizar uma rusga.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, continua a exortar as autoridades israelitas a abrir uma investigação criminal sobre o assassinato da jornalista Abu Akleh e todos os outros assassinatos e ferimentos graves cometidos pelas forças israelitas na Cisjordânia e no contexto das operações de aplicação da lei em Gaza.

De acordo com o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, desde o início de 2022, as forças de segurança israelitas mataram 58 palestinianos na Cisjordânia, incluindo 13 crianças.