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Xi Jinping fala em renascimento de Hong Kong Reino Unido não concorda

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Presidente chinês, Xi Jinping, em Hong Kong
Presidente chinês, Xi Jinping, em Hong Kong   -   Direitos de autor  Selim Chtayti/AP

No 25º aniversário do regresso de Hong Kong ao domínio chinês o presidente Xi Jinping deslocou-se a esta região administrativa especial e, apesar dos protestos pró-Democracia, que só foram travados pela repressão policial e pela pandemia de Covid-19, falou em renascimento.

"Depois de se reencontrar com a pátria, o povo de Hong Kong tornou-se senhor da sua própria cidade e compreendeu que "o povo de Hong Kong administra Hong Kong". A verdadeira democracia de Hong Kong começou a partir daqui".
Xi Jinping
Presidente da China

O chefe de Estado presidiu, ainda, à cerimónia de juramento do novo chefe do executivo de Hong Kong, John Lee, o homem que supervisionou a repressão aos dissidentes desde 2019. Lee prometeu lealdade a Pequim, mas o primeiro-ministro do antigo país colonizador lembra que há promessas que é preciso cumprir.

"Não vamos desistir de Hong Kong. Há vinte e cinco anos, fizemos uma promessa ao território e às pessoas e tencionamos cumpri-la. Faremos todo o possível para manter a China fiel às suas promessas, para que Hong Kong seja, novamente, gerida pelo povo de Hong Kong, para o povo de Hong Kong".
Boris Johnson
Primeiro-ministro do Reino Unido

Desde os protestos pró-Democracia, que as autoridades de Pequim e Hong Kong redigiram uma lei de segurança nacional que justificou a detenção de dezenas de ativistas, figuras dos media e defensores da democracia. Foi também introduzido um currículo mais "patriótico" nas escolas e reformularam-se as leis eleitorais para manter os políticos da oposição fora da Assembleia Legislativa. As alterações eliminaram, praticamente, todas as vozes dissidentes na cidade e levaram muitos a partir.