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Cerveja pode reduzir risco de diabetes e obesidade

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De  Euronews
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Os benefícios referidos foram identificados quer a cerveja tenha álcool ou não
Os benefícios referidos foram identificados quer a cerveja tenha álcool ou não   -   Direitos de autor  Matthias Schrader/Associated Press

Não é mistério nenhum: chega o verão e dispara o consumo de líquidos, com destaque para um que se chama cerveja. E embora nunca seja demais alertar para os perigos dos excessos, uma investigação científica portuguesa do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) veio propor um outro olhar.

Ao final das quatro semanas, houve um aumento da diversidade dos microorganismos que estão presentes no intestino
Ana Faria
Investigadora do CINTESIS/Nova Medical School

O estudo colocou vários participantes a beber uma cerveja de 33 centilitros por dia, durante um mês, e apurou os efeitos concretos na flora ou microbiota intestinal.

"De facto, ao final das quatro semanas, houve um aumento da diversidade dos microorganismos que estão presentes no intestino e da riqueza desses microorganismos. E isso está normalmente associado a outcomes benéficos para a saúde, com uma diminuição de risco de doença, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade", explica a investigadora Ana Faria, do CINTESIS/Nova Medical School.

Claro que depois surge a questão do bom senso e das quantidades.

Ana Faria aponta que "uma coisa é dizer-se que faz mal, outra é: então, vamos ver. Uma cerveja, nós podemos afirmar que não houve - pelo daquilo que nós testámos - não houve um impacto metabólico negativo, pelo contrário, manteve-se e até parece haver um impacto positivo sobre o microbiota. Dez cervejas, não posso afirmar absolutamente nada...".

Aliás, há outro fator a reter: os benefícios referidos foram identificados quer a cerveja tenha álcool ou não.