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Prisioneiros pró-democracia executados no Myanmar

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De  Euronews
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AP
AP   -   Direitos de autor  Aung-Shine/Associated Press

Quatro prisioneiros foram executados no Myanmar, dois deles pertenciam ao partido de oposição e defendiam a democracia

O deputado Phyo Zeyar Thaw, da Liga Nacional para a Democracia, e o ativista Kyaw Min Yu, condenado em janeiro por terrorismo, depois de defender um Myanmar livre.

Os outros dois homens foram acusados de matar uma alegada informadora do governo em poder. Foram os quatro enforcados naquela que foi a primeira condenação à pena de morte em 30 anos no país.

A notícia foi dada pela Agência Nacional do Myanmar, controlada por militares. A nota publicada não revelava a data das execuções.

"É um claro sinal da junta militar (...) que diz que os militares estão dispostos a tudo. A qualquer abuso de direitos, a qualquer atrocidade, a qualquer crime."
Phil Robertson
Vice-diretor da ONG "Human Rights Watch"

O Governo de Unidade Nacional, pró-democracia, condenou as execuções. Na altura em que foi anunciado que os quatro prisioneiros iriam ser executados, Thomas Andrews, especialista independente em direitos humanos, indicado pela ONU, também expressou a oposição.

"Estou indignado e devastado com a notícia", disse. "Estes indivíduos foram julgados, condenados e sentenciados por um tribunal militar sem direito a recurso e supostamente sem advogado, em violação da lei internacional de direitos humanos.”, concluiu. 

ONG defende sanções contra o Myanmar

Phil Robertson, vice-diretor da "Human Rights Watch" na Ásia, diz que estas execuções são um "claro sinal" da junta militar para o povo de Myanmar, um sinal que diz que os militares "estão dispostos a tudo", a "qualquer abuso de direitos, qualquer atrocidade, qualquer crime". 

Phil Robertson diz que o continente asiático não tem resposta para estes crimes e que "é altura da comunidade internacional pensar numa ação específica que coloque pressão na junta militar" e com isso haja um recuo no poder. 

O país é controlado por um regime militar desde o Golpe de Estado de 1 fevereiro de 2021. O regime já tinha admitido o regresso da pena de morte.