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Agência de Energia Atómica quer entrar em Zaporijia

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De  Luis Guita  & Euronews
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Militar em Zaporijia
Militar em Zaporijia   -   Direitos de autor  AP/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

A pedido da Rússia, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência na quinta-feira, sobre a situação na central nuclear ucraniana que é actualmente controlada por Moscovo.

Rússia e Ucrânia trocaram acusações,

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) quer ter acesso à central de Zaporijia. O Director-Geral da AIEA, Rafael Grossi, pediu que "ambos os lados cooperassem com a Agência e permitissem uma missão à central nuclear o mais rapidamente possível".

"Continuo muito preocupado com a situação na central nuclear de Zaporizhzhya e reitero que qualquer acção militar que ponha em risco a segurança nuclear deve cessar imediatamente. Estas acções militares, caros colegas, perto de uma instalação nuclear de tão grande dimensão, podem levar a consequências muito graves," manifestou o director-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.

Ucrânia e Rússia têm trocado acusações sobre a responsabilidade dos ataques em Zaporijia.

"Sr. Presidente, o que tem vindo a acontecer nos últimos dias na central nuclear é a combinação das acções criminosas do regime de Kiev contra as infra-estruturas nucleares e o pessoal que serve essas instalações, o que durante meses não mereceu qualquer reacção internacional," declarou o embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya.

"A Rússia mais uma vez foi ainda mais fundo na história do terrorismo mundial. Ninguém recorreu de forma tão evidente a uma central nuclear para ameaçar o mundo inteiro e avançar com algumas condições ((exigências)). O mundo inteiro deveria reagir imediatamente para expulsar os ocupantes do território da Central Nuclear de Zaporizhzhia," afirmou o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Washington apela a Moscovo para que cesse as operações militares nas centrais nucleares ucranianas e nas suas imediações. 

Embora não tenha sido registada qualquer contaminação até ao momento, os últimos bombardeamentos suscitaram receios de um desastre nuclear.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU disse estar "seriamente preocupado com a situação", uma vez que qualquer dano à central "poderia levar a consequências catastróficas não só para os que estão mais próximos, mas para a região e para além dela", disse António Guterres num comunicado.