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UE mobiliza-se contra os fogos. Portugal permanece em risco elevado de incêndios

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De  Euronews
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Bombeiros combatem incêndio em Gironda, França
Bombeiros combatem incêndio em Gironda, França   -   Direitos de autor  AP/AP

Na paisagem do sudoeste de França o fumo é desde há semanas uma constante. Em Gironda, após mais de 7400 hectares de floresta ardidos e 10 mil pessoas deslocadas, os bombeiros conseguiram finalmente pôr algum travão à progressão das chamas, esta quinta-feira à noite.

Mas as altas tempertauras permanecem uma ameaça à espreita para reativar os fogos a qualquer momento.

E desde 2003, ano em que a União Europeia começou a registar, através do progrma de alterações climáticas Copernicus, que o país não emitia tanto carbono proveniente dos incêndios florestais, como neste verão.

No terreno, as autoridades contam já com os recursos mobilizados pela solidariedade europeia para controlar os incêndios ativos..

De acordo com o vice-presidente da autarquia de Arcachon, Ronan Léaustic, estão a combater as chamas "1.100 bombeiros presentes, aos quais se vão juntar os meios europeus: mais 361 operacionais e 101 veículos", recursos provenientes da Alemanha, Roménia, Áustria e Polónia.

Europa sob elevado risco de incêndio

O esforço além-fronteiras dos bombeiros foi saudado no Twitter pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que destacou a ajuda de vários países europeus aos Estados-membros que, este verão, não têm sido poupados pelos fogos.

Risco de incêndio no continente europeu

No mapa que pinta de laranja a roxo o território mais exposto ao perigo de incêndio, Portugal destaca-se.

O nível elevado de alerta tem vindo a ser confirmado nos últimos dias pelos incêndios que lavram de norte a sul do país.

Na Serra da Estrela, já são mais de 16 mil os hectares consumidos pelas chamas Um décimo do Vale Glaciar do Zêzere ardeu. Um património natural classificado pela UNESCO, em que a dimensão das perdas ainda está por apurar, mas onde os danos podem vir a ser irreparáveis.