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Dmitri Medvedev acusado de tentar interferir nas eleições em Itália

Dmitri Medvedev, ex-presidente russo
Dmitri Medvedev, ex-presidente russo Direitos de autor Ernesto Mastrascusa/Copyright 2019 The Associated Press
Direitos de autor Ernesto Mastrascusa/Copyright 2019 The Associated Press
De  Nara Madeira com AFP
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Luigi Di Maio acusa Medvedev de tentativa de interferência na campanha eleitoral para as eleições gerais de setembro.

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Luigi Di Maio, reagiu às declarações do ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança Nacional, Dmitri Medvedev, acusando-o de tentar interferir na campanha eleitoral para as eleições gerais de 25 de setembro.

Uma posição partilhada por muitos mas não pelo ex-vice primeiro-ministro Matteo Salvini que ia dizendo que são os italianos que vão às urnas, não os russos e que não está interessado em controvérsias com o resto do mundo. As ligações do líder da Liga à Rússia têm estado sob escrutínio. 

Medvedev afirmou que gostariam de ver os cidadãos europeus a "expressar descontentamento" pelas ações dos seus governos e a puni-los pela sua "evidente estupidez". Palavras que desagradaram a quem se tem batido contra a invasão russa da Ucrânia.

No final de julho, o secretário-geral do Partido Democrático, e antigo primeiro-ministro, Enrico Letta, alertava para o risco de desinformação e interferência por parte de Moscovo que poderia beneficiar a direita e a extrema-direita

Medvedev tinha sido já protagonista de episódios idênticos. As crises governamentais no Reino Unido e Itália, que puseram fim aos governos de Boris Jonhson e Mario Draghi, dois ferozes apoiantes da Ucrânia, viu-as com satisfação.

Outras fontes • KREM

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