This content is not available in your region

Soldados ucranianos não desanimam na linha frente

Access to the comments Comentários
De  Euronews
euronews_icons_loading
Os soldados ucranianos estão motivados para enfrentar os próximos meses de guerra.
Os soldados ucranianos estão motivados para enfrentar os próximos meses de guerra.   -   Direitos de autor  AFP

A invasão russa da Ucrânia começou há cerca de seis meses. Os soldados ucranianos que combatem na linha da frente em Mykolaiv, no sul do país, esperam e desesperam com o passar das horas. Uma boa parte do dia é passada debaixo da terra. É aqui que comem, dormem e descansam, enquanto tentam defender o território dos ataques russos.

Yevhen, soldado e médico ucraniano, referiu que neste momento, os soldados ucranianos estão em posições onde os russos se encontravam anteriormente.

Nas aldeias e cidades ucranianas, o rasto de destruição é visível. Apesar disso, os soldados ucranianos não desanimam e prometem partir para o contra-ataque.

Artem, comandante ucraniano explicou que "uma contra-ofensiva global nunca será anunciada de antemão".

"Haverá simplesmente um sinal e nós iremos para o contra-ataque. Em geral, esta informação é difundida para ter uma influência na moral", acrescentou.

Apesar dos altos e baixos caraterísticos da guerra e do desgaste inerente aos combates, os soldados ucranianos mostram-se motivados para defender o país.

AFP
Soldados ucranianos.AFP

Outro soldado ucraniano referiu em entrevista que a moral dos colegas está "mais elevada do que nos primeiros dias de guerra" quando estavam a perder terreno e "toda a gente esperava que tudo se desmoronasse rapidamente".

O jovem combatente recordou depois que a moral voltou a aumentar com a perspetiva de que as forças russas pudessem entrar em colapso e que agora está "numa situação intermédia". Entretanto, os militares preparam-se para lutar no inverno.

De salientar que, nos últimos dias, a Ucrânia recuperou o ânimo, na sequência das recentes explosões nas infraestruturas militares russas na Crimeia, local que a Rússia pensava ser intocável.