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CNE confirma reeleição de João Lourenço

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De  euronews
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oão Lourenço, agradeceu o voto de confiança dos angolanos e prometeu manter o país no caminho do desenvolvimento independentemente dos poderes instituídos.
oão Lourenço, agradeceu o voto de confiança dos angolanos e prometeu manter o país no caminho do desenvolvimento independentemente dos poderes instituídos.   -   Direitos de autor  PAULO NOVAIS/EPA/Lusa

Foi com champanhe que o líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) celebrou a vitória nestas eleições gerais de 24 de agosto.

Após o anúncio da Comissão Nacional Eleitoral, que aprovou os resultados definitivos, João Lourenço, agradeceu o voto de confiança dos angolanos e prometeu manter o país no caminho do desenvolvimento independentemente dos poderes instituídos.

"A vitória do MPLA significa para Angola, e para os angolanos, um Executivo que assume os seus compromissos políticos com coragem e com responsabilidade, um Executivo que não tem medo de romper com os poderes instalados e fazer as mudanças necessárias, um Executivo que não desiste de lutar por mais transparência e eficiência das instituições do Estado, um Executivo que não baixa os braços perante as dificuldades procurando sempre assegurar mais desenvolvimento e progresso para Angola e para os angolanos", sublinhou Lourenço.

Segundo a CNE, o MPLA arrecadou 51,17% dos votos, conseguindo eleger uma maioria de 124 deputados para a Assembleia Nacional.

A UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), que que tem contestado os resultados das eleições de 24 de agosto, foi o segundo partido mais votado, com 43,95% e 90 deputados.

O Partido da Renovação Social (PRS) assume-se como a terceira força política. Arrecadou 1,14% dos votos e elege dois deputados.

Em quarto lugar surge a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), com 1,06% e dois assentos na Assembleia Nacional. Também com dois deputados, mas 1,02%, o PHA (Partido Humanista de Angola). A Casa-CE não conseguiu qualquer mandato.

A abstenção foi, no entanto, a grande vencedora, atingindo os 55,18%. Cerca de oito milhões de eleitores inscritos nos cadernos eleitorais não votaram.

Os partidos políticos têm, agora, até à tarde de quinta-feira para recorrer ao Tribunal Constitucional, caso desejem contestar os resultados do escrutínio.