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Rússia ataca centrais elétricas ucranianas e causa "apagão"

Apagão na Ucrânia
Apagão na Ucrânia Direitos de autor Leo Correa/AP
Direitos de autor Leo Correa/AP
De  Ricardo Figueira
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Zelenskyy já acusou os russos de "terrorismo" por este ataque, que terá tido como único objetivo privar populações civis de energia.

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A Rússia lançou ataques de mísseis contra duas centrais elétricas da Ucrânia, causando um apagão em grande parte leste do país, como represália pelo avanço das tropas ucranianas, que recuperaram terreno nos últimos dias.

O ataque levou já o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy a acusar Moscovo de terrorismo. Num tweet, Zelenskyy realça o facto de a Rússia "não ter visado qualquer objetivo militar e ter atacado as centrais com o único objetivo de privar populações civis de luz e aquecimento".

Esta foi a resposta de Moscovo à contraofensiva dos ucranianos em Kharkiv, que terão recuperado três mil quilómetros quadrados aos russos e estão agora apenas a 50 quilómetros da fronteira. Este avanço está a causar um êxodo para o outro lado da fronteira, segundo as autoridades russas. Vyacheslav Gladkov, governador da região russa de Belgorod, junto à fronteira ucraniana, diz que está a ser montado um dispositivo para todos aqueles que fogem da contraofensiva das tropas de Kiev. Diz que "há mais de 1300 pessoas espalhadas por 27 centros temporários de alojamento na região e estão a preparar-se para enviar grupos de 500, 200 e 50 pessoas para outras regiões".

O porta-voz do ministério russo da defesa, Igor Konashenkov, diz que as tropas que retiraram da região de Kharkiv estão agora concentradas na zona de Donetsk, onde a Rússia pretende focar os esforços militares. O mapa mostrado por Konachenkov dá conta de uma retirada em massa das tropas russas da região de Kharkiv.

Uma retirada que deixa a descoberto vestígios de alegados crimes de guerra. Um procurador ucraniano diz que há provas de atrocidades cometidas pelos russos contra a população civil nas aldeias agora recuperadas pela Ucrânia. A polícia ucraniana fala em civis mortos e torturados.

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