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Renata Souza, a sucessora de Marielle Franco

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De  Euronews
Renata Souza
Renata Souza   -   Direitos de autor  Euronews

Uma voz incómoda contra o racismo e não só, junto da elite política no Brasil. Nas favelas do Rio de Janeiro, Renata Souza assume-se como a sucessora da ativista Marielle Franco.

Deputada estadual, recandidata-se à reeleição pelo Partido Socialismo e Liberdade nas eleições de 2 de outubro com uma missão: continuar o legado de Marielle, morta a tiro em 2018.

"Todo o racismo, todo o machismo, a LGBT fobia que a gente vê na sociedade, reproduz-se na casa legislativa. A assembleia legislativa, historicamente, foi ocupada por homens brancos da elite política e económica brasileira. Quando nós chegamos lá - com um movimento social, um movimento de mulheres, um movimento negro, a gente é vista como a invasora", afirma.

Tal como Marielle, Renata também vive em sobressalto. Teve de sair da favela da Maré, por causa de ameaças de grupos de apoio a Jair Bolsonaro nas redes sociais.

Mas não se deixa intimidar e fala em nome dos que não têm voz: "Eu ando com um carro blindado, ando com policiais, ando com segurança. Eu perdi a minha liberdade. É um preço muito alto para fazer política no Brasil. Mas faz sentido diante dessas pequenas vitórias".

A candidata de 40 anos tem operado verdadeiras revoluções. Promoveu uma lei para priorizar a investigação de assassinatos de crianças e adolescentes, assim como medidas para lutar contra a violência obstétrica das mulheres negras.