Manifestações na Europa ecoam revolta dos iranianos

Manifestantes gritaram slogans durante um protesto contra a morte de Mahsa Amini, este sábado, em Atenas, na Grécia
Manifestantes gritaram slogans durante um protesto contra a morte de Mahsa Amini, este sábado, em Atenas, na Grécia Direitos de autor Yorgos Karahalis/AP
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Cidades europeias são palco de protestos contra a morte de Mahsa Amini e contra a opressão no Irão

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Comunidade iraniana no exterior sai à rua para apoiar os protestos que há mais de uma semana se espalham um pouco por todo o Irão, na sequência da morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos detida pela polícia dos costumes.

Manifestações de solidariedade em várias cidades europeias. Em Paris,  , activista iraniana residente em França, diz que estão na rua para "mostrar 43 anos de ódio à República Islâmica". Sublinha a força das manifestações no Irão e não tem dúvidas de que é "uma revolução que está a acontecer".

Uma revolução que fez pelo menos 35 mortos na última semana semana. Mais de 730 pessoas foram detidas. Números do governo, impossíveis de confirmar por fonte independente. 

Quem está no estrangeiro, como Roya Abdi, estudante de engenharia em Estocolmo, manifesta tristeza, mas também orgulho pela luta dos seus compatriotas. Diz que está na rua para tentar por o tema na agenda política "na Suécia e noutros países" e elogia a coragem dos que "enfrentam a ditadura há mais de nove dias e continuam a lutar".

O presidente iraniano pediu à polícia "determinação" para por fim às manifestações desencadeada pela morte de Mahsa Amini.

A onda de indignação abriu caminho a um protesto mais profundo que já é comparado ao de 2009, quando a população se insurgiu contra o governo de Mahmoud Ahmadinejad.

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