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António Costa diz que África precisa de ajuda na luta pelo Clima

Primeiro-ministro português na Cop27
Primeiro-ministro português na Cop27 Direitos de autor Peter Dejong/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Peter Dejong/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
De  Nara Madeira com AFP, AP
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Primeiro-ministro português apela a partilha de responsabilidades para fazer face às alterações climáticas e lembra que África precisa de apoio.

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"A emergência climática é uma crise que nos afeta hoje e o drama da guerra na Ucrânia não pode desviar-nos da urgência da resposta ao desafio das alterações climática". Palavras do Primeiro-ministro português na Conferência do Clima, esta terça-feira.

António Costa afirmava perante a COP27 que as "consequências desta guerra" têm demonstrado a necessidade de "acelerar a transição energética e diminuir a dependência dos combustíveis fósseis"

O chefe do executivo português lembrou questões muitas vezes esquecidas: o papel dos oceanos como regulador climático e o impacto dos incêndios, mas também da desflorestação, nas emissões de CO2, felicitando o próximo Presidente do Brasil, Lula da Silva, por se comprometer a reverter as medidas que punham em causa a sobrevivência da Amazónia.

Costa lembrou a aposta de Portugal nas energias renováveis, iniciada há 15 anos, uma segurança para o país "menos dependente" do ponto de vista energético. 

A ambição de Portugal é passar de importador de energias fósseis para exportador de energia verde. Mas para lá das ambições há responsabilidades que têm de ser partilhadas:

Não podemos, obviamente, esquecer também as nossas responsabilidades no esforço global de financiamento. Esta conferência, realizada no continente africano, tem de conseguir também dar respostas aos problemas deste continente".
António Costa
Primeiro-ministro de Portugal

Desafios sublinhados também pelo presidente cabo-verdiano. A pegada ecológica do continente africano, e de Cabo Verde em particular, é menor que a de outros continentes, e países, ainda assim é um dos mais vulneráveis às consequências das alterações climáticas. O que levou José Maria Neves a apelar "à comunidade internacional" para considerar a "possibilidade de transformar a dívida dos pequenos estados insulares", países em vias de desenvolvimento, "em investimento climático, na Educação, na Saúde e na luta contra a pobreza e as desigualdades".

Editor de vídeo • Nara Madeira

Outras fontes • ONU

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