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Estudantes de Lisboa manifestam-se em defesa do Ambiente e do futuro

Alunos da António Arroio, em Lisboa, protestam contra os combustíveis fósseis
Alunos da António Arroio, em Lisboa, protestam contra os combustíveis fósseis Direitos de autor RODRIGO ANTUNES/ 2022 LUSA - LUSA, S.A.
Direitos de autor RODRIGO ANTUNES/ 2022 LUSA - LUSA, S.A.
De  Nara Madeira com LUSA
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Estudantes de várias escolas da capital portuguesa, protestam desde segunda-feira pelo fim da utilização de combustíveis fósseis.

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São os adultos de amanhã e querem o fim da utilização de combustíveis fósseis no mundo e, em Portugal, até 2030.

Mais de uma centena de estudantes de escolas de Lisboa, entre elas o Liceu Camões, várias universidades e a escola artística António Arroio, em Lisboa, manifestam-se desde segunda-feira. Um protesto que levou mesmo ao encerramento deste último estabelecimento de ensino. 

Os alunos consideram que não estão a ser ouvidos, que as suas reivindicações não estão a ser escutadas, como referia a porta-voz deste movimento, Alice Gato. A jovem explicava que o Primeiro-ministro, "interrogado sobre a COP27", falou em "neutralidade carbónica até 2045" mas, na realidade, "estamos fartos de saber, (...) estamos a fazer manifestações desde 2019, que aneutralidade carbónicadeve ser atingida em 2030, é o que nos diz a ciência", Alice acrescentava, e sobre a questão do encerramento da escola, que não vale a pena terem "aulas para um futuro que não vai existir se estas reivindicações não forem atendidas"

Na sua intervenção na COP27, na última terça-feira, António Costa admitia que é obrigatório acelerar a transição energética. Portugal, referia, investe há 15 anos nas energias renováveis e depende, por isso, menos e está mais seguro do ponto de vista energético. O chefe do executivo português considerava as metas do país bastante ambiciosas, o objetivo é antecipá-las de 2050 para 2045.

Editor de vídeo • Nara Madeira

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