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Memorial às Vítimas do Holocausto no Rio de Janeiro

Monumento exterior do Memorial das Vítimas do Holocausto inaugurado no Rio de Janeiro, no dia 19 de janeiro de 2023
Monumento exterior do Memorial das Vítimas do Holocausto inaugurado no Rio de Janeiro, no dia 19 de janeiro de 2023 Direitos de autor AP Photo/Bruna Prado
Direitos de autor AP Photo/Bruna Prado
De  Euronews
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O Rio de Janeiro, no Brasil, abriu recentemente um Memorial às Vítimas do Holocausto. A memória das vítimas do horror nazi celebra-se a 27 de janeiro

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O Dia da Memória do Holocausto é marcado a 27 de janeiro. Várias cidades no mundo têm museus que procuram manter viva a memória desse tempo sombrio para a Humanidade.

No Rio de Janeiro, no Brasil, abriu a 19 de janeiro, o mais recente Memorial às vítimas do Holocausto.

O Museu tenta aproximar os visitantes daqueles que perderam as vidas durante o Terceiro Reich.

Alfredo Tolmasquin, coordenador da equipa de curadoria, explicou no dia da inauguração a singularidade do espaço: “O visitante não vai ver a história do nazismo ou da Segunda Guerra, mas o Holocausto pelos olhos de quem sofreu — pessoas normais, comuns como nós, que foram transformadas de uma hora para outra em vítimas”.

O visitante não vai ver a história do nazismo ou da Segunda Guerra, mas o Holocausto pelos olhos de quem sofreu
Alfredo Tolmasquin
Coordenador da equipa do Memorial às Vítimas do Holocausto do Rio de Janeiro

Sofia Debora Levy, membro da equipa do museu, afirma: "Sabemos que os judeus foram as vítimas preferenciais durante o nazismo mas na nossa exposição contemplamos os ciganos, os negros, as pessoas com deficiência, os homossexuais e os opositores políticos por diferentes razões".

Para os sobreviventes, a memória da desumanidade com que foram tratados é indelével.

Alfred Sobotka é um dos que sobreviveram ao horror de um campo de concentração nazi e conta: "Não tinha um nome, tinha um número. Não existia. Quando me chamavam nos altifalantes, os que me chamavam pelo meu número. Não existia como nome para eles, sabe".

Para além de fotografias e testemunhos, o museu criou uma experiência imersiva.

Inscrito no monumento ao nível do chão leem-se as palavras - 'Não matarás' .

Daniel Arkader, Coordenador de Conteúdos Educativos no Memorial do Holocausto no Rio de Janeiro, explica: "Aqui temos uma mensagem importante: "Não matarás!". É um dos Mandamentos, dos Dez Mandamentos, e aqui neste lugar estamos a tentar mostrar como era a vida das vítimas do Holocausto - não só dos judeus mas de todas as vítimas de diferentes minorias que foram perseguidas para que possamos refletir sobre intolerância e discriminação".

A exposição principal é uma viagem através de um túnel situado atrás do hall central, onde se retratam as vidas das vítimas antes, durante e depois do Holocausto.

A primeira secção apresenta fotografias coloridas de aniversários, tradições e o dia-a-dia das vítimas que em breve serão vítimas.

O presidente do Memorial do Holocausto do Rio de Janeiro, Alberto Klein, justifica: "Queremos mostrar que a partir de uma vida normal, o que pode acontecer, partindo de uma vida normal, quando uma sociedade se torna intolerante e preconceituosa".

Na segunda secção, os visitantes são subitamente mergulhados numa luz sépia, onde descobrem, nas paredes, histórias individuais, que se ativam à medida que as pessoas se aproximam.

Não há imagens de campos de concentração ou cadáveres esqueléticos, mas um caminhar figurativo no percurso das vítimas, seguindo pegadas no chão ao mesmo tempo que ouvem as gravações dos seus relatos.

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 Na parte final da experiência imersivasurge a capacidade de resiliência humana. A vida retoma a cor, para aqueles que tiveram a sorte de ter escapado ao horror.

Os vídeos dos arquivos das famílias mostram nascimentos, celebrações e outros trechos da vida e um ecrã interativo contém uma base de dados com informações e fotos daqueles que construíram novas vidas no Brasil.

O memorial é a terceira instituição brasileira centrada no Holocausto inaugurada em pouco mais de uma década, na sequência de um museu na cidade do sul de Curitiba e de outro memorial em São Paulo.

O Memorial do Holocausto do Rio de Janeiro fica no topo do Morro do Pasmado, no Parque Yitzhak Rabin, em Botafogo, na Zona Sul da cidade. A entrada é livre.

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De acordo com a agência nacional de estatísticas do Brasil, a população judaica do país era, em 2010, de cerca de 107.000 habitantes. Muitos deles são descendentes de pessoas que fugiram do antissemitismo na Europa no século XX.

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