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Cidade de Veneza ameaçada com declínio da população

Desde a década de 50, a cidade de Veneza perdeu cerca de 125 mil habitantes
Desde a década de 50, a cidade de Veneza perdeu cerca de 125 mil habitantes Direitos de autor Antonio Calanni/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Antonio Calanni/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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População tem vindo a decair em contraciclo com o aumento do número de turistas

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Durante o ano, Veneza enche-se de milhares de turistas, mas a imagem contrasta com um facto menos conhecido: desde a década de 50, a cidadeperdeu cerca de 125 mil habitantes.

Os números caíram abaixo da barreira simbólica dos 50 mil habitantes há alguns meses.

O declínio da população ajuda a explicar em parte a tendência, mas há outros fatores, como explicou, em entrevista à Euronews, Laura Besio, vereadora de serviços para os cidadãos: "basicamente, a tendência demográfica depende de três fatores importantes: primeiro, a tendência natural dos que nascem e dos que morrem. Depois, a tendência social, dos que vão e vêm. É uma tendência positiva em Veneza, que deve ser destacada. Depois há o movimento interno dos residentes dentro do mesmo município."

As associações de defesa cidadã preocupam-se com uma morte lenta de Veneza e fazem questão de destacar as mudanças nos números de residentes no centro histórico.

"O turismo é uma faca de dois gumes para nós, porque ajuda a ganhar a vida, mas ao mesmo tempo ocupa espaços para os residentes e quando digo espaços para residentes refiro-me a casas e serviços", explicou Matteo Secchi, da Associação Venessia.com.

Para quem tem casa em Veneza é mais rentável apostar no alojamento local para turistas.

As autoridades tentam combater o problema com habitação social, mais serviços escolares e transportes mais baratos para os residentes.

"Também é verdade que os dados cadastrais não são totalmente exaustivos sobre o número real de pessoas que vivem todos os dias em Veneza, porque há toda uma categoria que não contamos porque não tem domicílio na cidade", acrescentou Laura Besio.

É o caso dos estudantes externos e daqueles que trabalham na cidade mas não têm residência. Estima-se que sejam cerca de 10 mil pessoas.

"A cidade é feita de quem vive aqui 24 horas por dia. É inútil referir-se a números de domiciliados e dos que se movimentam. Ainda que sejam importantes para a cidade, não vivem aqui 24 horas por dia como nós", ressalvou Matteo Secchi, da associação Venessia.com.

Seja qual for o motivo, o risco de despovoamento é um perigo constante para a cidade de Veneza.

O turismo de massas é a principal fonte da economia, mas também ameaça transformar a cidade num museu a céu aberto, sem o coração pulsante dos seus habitantes.

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