Combates em Bakhmut e bombas em Zaporíjia com mais ucranianos a caminho da guerra

Imagem de mercenário do grupo Wagner em combate
Imagem de mercenário do grupo Wagner em combate Direitos de autor Ria Novosti vía AFP
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Com a Primavera e o reforço de armamento da Ucrânia a aproximarem-se, a Rússia intensifica bombardeamentos perante o crescimento da resistência

PUBLICIDADE

Os combates na cidade de Bakhmut, na linha da frente da invasão russa em Donetsk, leste da Ucrânia, e os bombardeamentos russos noutras zonas do país invadido como Zaporíjia estão a intensificar-se, mas há mais 28 mil ucranianos prontos a reforçar a resistência contra os invasores.

O ministro ucraniano do Interior revelou este sábado ter mais 28 mil voluntários alistados para ajudar a combater a invasão russa.

Nem todos têm capacidade para serem mobilizados para a linha da frente, mas muitos já estão a ser preparados para integrarem as brigadas da ofensiva ucraniana, revelou Ihor Klymenko.

A Rússia não tem conseguido grandes avanços no terreno e a retomada em força dos bombardeamentos a longa distância tem sido a estratégia para tentar manter os ucranianos numa posição defensiva, à medida que se aproxima a primavera e o anunciado reforço da artilharia ucraniana.

Mikhail, um soldado ucraniano da Brigada 80 de Assalto Aéreo, admite as dificuldades de defesa da "fortaleza de Bakhmut" porque "muitas das forças inimigas estão concentradas" nesta zona.

"O clima também não nos permite usar os veículos porque está tudo muito lamacento", acrescentou o soldado.

Imagens, entretanto, reveladas pela agência russa Ria Novosti mostram o que parecem ser mercenários do grupo Wagner na zona sul da cidade de Bakhmut, que se encontra praticamente em ruínas.

A ofensiva do grupo paramilitar parece, no entanto, ter sido travada pela destruição de pontes essenciais ao avanço russo para ocidente.

O patriarca Kiril, líder da Igreja Ortodoxa russa, um apoiante da invasão da Ucrânia, apelou ao Papa Francisco e ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, para impedirem a expulsão do mosteiro milenar de Kiev-Pechersk Lavra dos monges que se mantém alinhados a Moscovo, mas que permanecem naquele complexo.

Desde outubro que as autoridades de Kiev têm realizado buscas aos edifícios religiosos onde habitam os monges alinhados com Moscovo, impostos sanções a alguns deles e aos respetivos financiadores, abrindo inclusive processos criminais contra dezenas de clérigos.

Outras fontes • Interfax, Tass

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Zelenskyy no Fórum dos Três Mares para consolidar apoio regional à Ucrânia

UE e Ucrânia estudam tribunal especial para Putin e oficiais de guerra

Antony Blinken: "Ucrânia vai tornar-se membro da NATO”