Ativistas ambientais fazem a festa na Alemanha

Fecho de reatores nucelares na Alemanha
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De  Kristina Jovanovski
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Este sábado, o país encerrou os últimos três reatores nucleares

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A procura de mais energia renovável será, a partir de agora, o foco das campanhas anti-nucleares na Alemanha.

Um grupo de ativistas fez a festa em Munique, cerca 70 quilómetros a sul de uma das três centrais nucleares que foram encerradas no sábado.

As centrais deveriam ter deixado de funcionar no final do ano passado, mas o encerramento foi adiado por causa da crise energética provocada pela guerra na Ucrânia.

O presidente da Câmara de Munique apoiou o adiamento. Mas também apoio o encerramento deste fim de semana. "O futuro não se chama energia nuclear. Chama-se energias renováveis. Esse será o nosso futuro. Desde 2008 que nós, em Munique, só nos concentrámos na expansão das energias renováveis", disse Dieter Reiter à Euronews.

A Alemanha aumentou a utilização de carvão à medida que se afastou do gás russo.

Um inquérito recente mostrou que a maioria dos alemães defende o fecho das centrais mas muitos adiavam a decisão. Os opositores dos encerramentos dizem que as centrais fornecem uma fonte de energia com emissões mais baixas.

Tanto apoiantes como críticos dizem que as energias renováveis precisam de desempenhar um papel mais importante no futuro da Alemanha. Apesar de haver muita energia eólica no Norte, há falta de infraestruturas para a trazer para o Sul, onde muitas indústrias precisam de mais energia.

Mais de 40 por cento da energia da Alemanha provém de fontes renováveis. A Greenpeace diz que o avanço da tecnologia de energia limpa aconteceu mais rapidamente do que os governos do país esperavam. Para Stefan Krug, Chefe do Escritório da Greenpeace na Baviera, se houvesse mais vontade política para desenvolver e fomentar as energias renováveis os resultados seriam mais positivos.

Os social-democratas, que lideram o governo de coligação, dizem estar empenhados na produção de energia mais limpa. Mas o Partido Democrático Livre, que também faz parte da coligação, está contra o encerramento das centrais. 

Os ativistas do ambiente estão preocupados e querem que os políticos se concentrem na luta contra as alterações climáticas.

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