Confrontos prosseguem após extensão de tréguas no Sudão

Os grupos humanitários têm tentado restabelecer os corredores de ajuda
Os grupos humanitários têm tentado restabelecer os corredores de ajuda Direitos de autor Smowal Abdalla/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Enviado da ONU afirma que há margem para iniciar negociações. Programa Alimentar Mundial retoma operações de assistência

PUBLICIDADE

Apesar de extensão do cessar-fogo por mais três dias, os confrontos não param no Sudão. Continuam a registar-se explosões e tiroteios na capital, Cartum, e na cidade de Omdurman.

Os grupos humanitários têm tentado restabelecer os corredores de ajuda. Mas os obstáculos multiplicam-se, como salienta o enviado especial da ONU, Volker Perthes.

"Nenhuma das tréguas foi respeitada na totalidade. Algumas foram cumpridas parcialmente, e só em alguns locais", declarou Perthes. 

O representante acrescenta também que "muita da ajuda humanitária armazenada foi pilhada. Todos os armazéns do Programa Alimentar e de outros no Darfur foram pilhados. Os veículos das agências humanitárias foram pilhados. Os escritórios da minha própria missão, assim como as agências na maioria das cidades no Darfur, foram pilhados".

Mesmo assim, o Programa Alimentar Mundial anunciou, entretanto, que vai retomar as operações de assistência, após o homicídio de três dos seus trabalhadores no Darfur.

O representante das Nações Unidas afirma que os dois generais em guerra estão dispostos a iniciar negociações, que poderão decorrer na Arábia Saudita.

Um navio militar dos Estados Unidos retirou mais de 300 cidadãos norte-americanos do país. 

Perthes alerta para "um ponto de rutura" e para a iminência de uma crise humanitária em grande escala.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Nova trégua de uma semana no Sudão

Ataque aéreo mata pelo menos 22 pessoas no Sudão

Cessar-fogo no Sudão após ataque que fez 17 mortos