Tréguas sem cessar-fogo no Sudão

Refugiados sudaneses junto da fronteira com o Chade. Milhares de pessoas fugiram do Sudão desde 15 de abril
Refugiados sudaneses junto da fronteira com o Chade. Milhares de pessoas fugiram do Sudão desde 15 de abril Direitos de autor Donaig Le Du/ UNICEF via AP
De  Teresa Bizarro
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ONU alerta para o risco de uma crise humanitária no Sudão

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O som de tiros e de explosões não para em Cartum, apesar das tréguas terem oficialmente sido prolongadas esta segunda-feira. O fumo negro continua a recortar o horizonte da capital do Sudão indiferente ao anúncio de um primeiro entendimento na frente diplomática.

Segundo um enviado da ONU, os generais que lideram as fações em conflito concordaram em enviar representantes para negociações, que podem decorrer na Arábia Saudita.

Os combates já empurraram milhares para fora do país. Os recursos para os milhões que permanecem são cada vez mais escassos.

Com a situação a agravar-se para a população civil, o Programa Alimentar Mundial levantou a suspensão temporária das operações no Sudão. A distribuição de alimentos deverá recomeçar em breve, mas apenas em locais onde estão garantidos corredores humanitários.

A fome e o agravamento das condições de segurança levaram as Nações Unidas a enviar para o terreno o principal responsável pela ajuda humanitária. A ONU alerta para a possibilidade de uma crise social de grandes proporções, uma vez que as populações que ficam isoladas pelos combates estão também a ficar sem água potável.

Milhares de estrangeiros já foram retirados do país e dezenas de milhares de sudaneses estão em fuga, atravessando as fronteiras. Egito, Chade e República Centro-Africana são os destinos. A ONU prepara-se para a possibilidade de mais de 800.000 pessoas fugirem do Sudão.

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