Europa enfrenta diplomacia de reféns no Irão

Há 15 europeus detidos no Irão
Há 15 europeus detidos no Irão Direitos de autor THOMAS SAMSON/AFP or licensors
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Aumentou o número de condenações à morte no Irão, onde 15 europeus estão atualmente detidos, alerta a Amnistia Internacional.

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A Amnistia Internacional está preocupada com o aumento do número de condenações à morte no Irão, onde 15 europeus estão atualmente detidos. O país ocupa o segundo lugar a nível mundial, depois da China.

“Neste momento, temos cerca de 575 pessoas executadas pelo Irão em 2022, mas provavelmente não é o número total. Nunca afirmaremos que temos o número total do Irão por causa do sigilo, falta de transparência, etc.", afirma Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional. Em 2023 já há cerca de 200 pessoas que foram executadas pelo Irão, o que é muito mais do que no mesmo período do ano passado”.

Três cenários são comuns nos casos de detenções.

“Existem os reféns verdadeiramente políticos, para os quais o regime iraniano está pronto para realizar sequestros extraterritoriais. E depois há também esta pequena loucura, este medo da espionagem. Eles veem espiões em todos os lugares. Além disso, há muitos cidadãos com dupla nacionalidade ou mesmo seis ou até sete franceses que são usados ​​para trocas ou negociações", diz Raphael Chenuil, presidente da ONG Ensemble Contre la Peine de Mort. 

E as reações da União Europeia são consideradas ineficazes.

"Segundo o direito internacional, os governos europeus devem tomar medidas para proteger os seus cidadãos. É questionável se eles fazem tudo o que poderiam fazer. Por exemplo, eles podem não comparecer aos julgamentos desses indivíduos", aponta Agnès Callamard.

A União Europeia pode fazer melhor para ajudar os europeus detidos, acredita o vice-presidente da delegação europeia no Irão, Bart Groothuis. “Claramente não é o suficiente. Estamos a pedir ao Josep Borrell que crie novas estratégias, novas formas de diplomacia de reféns, trocas de prisioneiros, para ver o que podemos fazer para tirar mais pessoas da prisão em Teerão”.

Para os europeus, há que manter um diálogo aberto para pressionar estas negociações. “A grande dificuldade é entrar em negociações e estabelecer um equilíbrio de poder. Não é porque discutimos que cedemos. Estabelecer um diálogo é estabelecer um contacto, olhar para o que é pedido, estabelecer um equilíbrio de forças e tentar, de facto, atingir o objetivo de que falamos, que é tirar essas pessoas da situação”, conclui Thierry Coville, investigador no IRIS.

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