Turkish Airlines: "Em 2033, estimamos que o nosso lucro seja de 50 mil milhões de dólares"

Turkish Airlines: "Em 2033, estimamos que o nosso lucro seja de 50 mil milhões de dólares"
Direitos de autor euronews
De  Jane Witherspoon & Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Ahmet Bolat, presidente do conselho de admnistraçâo e do comité executivo da Turkish Airlines contou à Euronews o segredo por trás do sucesso e como pretende a companhia aérea fazer face aos desafios do setor da aviação.

PUBLICIDADE

A Turkish Airlines bateu um novo máximo, ao registar uma receita de 214 milhões de euros, a maior de sempre, no primeiro trimestre. No ano passado, pela mesma altura, ficava nos 148 milhões de euros.

A companhia aérea turca foi eleita a melhor da Europa nos Prémios Skytrax World Airline de 2022, numa aparente confirmação daquilo a que Ahmet Bolat, presidente do conselho de administração e do comité executivo, diz ser um "sucesso construído pelo tempo".

"Há 20 anos, a Turkish Airlines tinha 65 aeronaves, transportando apenas 10 milhões de passageiros e com uma receita de 1,6 mil milhões de euros. No ano passado, registámos mais de 16,5 mil milhões de euros, transportámos cerca de 72 milhões de passageiros com 395 aeronaves. Este ano, temos 414 aviões".

Até 2033, a companhia aérea tem como objetivo consolidar receitas superiores a 45 mil milhões de euros.

Estrela Michelin nos céus

Recentemente, a Turkish Airline apresentou um novo menu a bordo para se posicionar como a primeira companhia aérea com estrela Michelin a partir de Istambul.

"O nosso catering é de facto o número um do mundo. Há muitos segredos por trás disso. Em primeiro lugar, usamos 80% de produtos frescos cultivados na Turquia. Além disso, temos chefes de cozinha altamente qualificados. E temos, claro, chefes a bordo, para o toque final. Mas os alimentos são preparados localmente e são frescos, todos os dias. É esse o segredo".

Desafios do setor da aviação

No que toca aos problemas "todos estão no mesmo barco", afirma Bolat, destacando a cadeia de abastecimento, os problemas com os motores e a escassez de pilotos como as principais preocupações do setor. 

Com o fim da pandemia a procura tem vindo a aumentar. Em resposta às solicitações do mercado, a Turkish Airlines investiu nas suas próprias instalações de formação de pilotos. 

"Podemos formar até 200 pilotos por ano. Atualmente, vamos aumentar esse número para 2000 pilotos por ano, porque todo o setor precisa de pilotos. A Turquia pode ser um dos países a fornecer pilotos ao mundo".

No futuro, a companhia aérea turca vai reforçar a presença nos mercados do Médio Oriente, bem como no turismo de e para os EUA, China e Coreia

"As viagens de verão [2023] para os primeiros três meses são muito boas e estamos a focar-nos especialmente nos turistas americanos, para trazer dois milhões de americanos a Istambul. No ano passado, vieram um milhão de americanos e a China estava fechada, mas agora começou a abrir. Vamos concentrar-nos nisto", concluiu Bolat.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

O Concorde que voou mais depressa sobre o Atlântico saiu do museu

Principais intervenientes do sector das viagens reúnem-se na ITB Berlin 2024

Maior feira de viagens do mundo destaca tendências do turismo