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Zelenskyy volta a casa com mais promessas de armas e cooperação

Volodymyr Zelenskyy à saída do Vaticano, após o encontro com o Papa Francisco
Volodymyr Zelenskyy à saída do Vaticano, após o encontro com o Papa Francisco Direitos de autor Gregorio Borgia/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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De  Euronews
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Após uma visita de três dias pelas grandes capitais europeias, Zelenskyy leva para a Ucrânia promessas de mais armas e mais apoio para libertar a Ucrânia do invasor

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, terminou uma visita à Europa Ocidental na residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak.

Zelenskyy veio para a angariar mais apoio militar de Londres, Paris, Berlim e Roma e, a julgar pelas suas palavras, parece tê-lo conseguido.

"Três longos dias - e os nossos guerreiros e o nosso Estado estão a ficar mais fortes. Muito mais fortes, tenho a certeza disso. Estamos a regressar a casa com novos pacotes de defesa: mais armas novas e poderosas para a linha da frente, mais proteção para o nosso povo. Mais apoio político".

Antes de Londres, o presidente ucraniano passou por Paris, onde o seu homólogo francês confirmou que a França continuará a ajudar a Ucrânia a resistir à Rússia.

Emmanuel Macron afirmou: "Decidimos fornecer novas munições. Também decidimos, agora mais do que nunca, construir com os ucranianos, no leste do país, elementos para treinar as suas tropas, para treinar os batalhões que serão encarregados de liderar a contra-ofensiva e resistir, e para reparar os veículos, os canhões - porque isso também é o que a Ucrânia precisa.

O Reino Unido prometeu mais centenas de mísseis de defesa aérea, bem como drones de ataque com um alcance de mais de 200 quilómetros.

Zelenskyy também visitou a Alemanha para conversações com o chanceler Olaf Scholz, cuja relutância inicial em fornecer armas letais à Ucrânia foi uma fonte de frustração em Kiev. Atualmente, a Alemanha tornou-se um dos maiores fornecedores de armas à Ucrânia, incluindo tanques de guerra e o sofisticado sistema de defesa aérea IRIS-T SLM.

Os líderes europeus prometeram a Zelenskyy um arsenal de mísseis, tanques e drones durante uma visita de três dias a Itália, Vaticano, Alemanha, França e Reino Unido, que procurou reabastecer as reservas de armas da Ucrânia antes de uma ofensiva de primavera há muito esperada, destinada a inverter a maré da guerra.

A viagem teve também como objetivo reforçar o apoio político e militar europeu a longo prazo, a fim de garantir que a Ucrânia possa manter qualquer terreno que recupere e pressionar para uma paz favorável.

A diplomacia internacional enérgica de Zelenskyy ao longo de 15 meses de guerra persuadiu os aliados ocidentais da Ucrânia a enviar armas cada vez mais poderosas, desde tanques Leopard alemães a sistemas de mísseis Patriot dos EUA e mísseis de cruzeiro Storm Shadow do Reino Unido.

Entretanto, o porta-voz da Casa Branca para a segurança nacional avisou que o Irão e a Rússia estão a expandir a sua parceria de defesa sem precedentes. O Irão continua a ser o principal apoiante militar da Rússia e forneceu a Moscovo munições de artilharia e de tanques para uso na Ucrânia.

Na Crimeia ocupada, a Rússia está a assinalar o quinto aniversário da abertura da ponte de Kerch, que liga a península da Crimeia à Rússia continental. A ponte foi, no ano passado, danificada pela explosão de um camião-bomba e rapidamente reconstruída. A ponte de Kerch é o símbolo da reivindicação de Moscovo sobre o território.

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