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Violência no Kosovo: 25 soldados da Kfor ficaram feridos

A tensão tem vindo a crescer entre os sérvios e as forças da ordem no Kosovo
A tensão tem vindo a crescer entre os sérvios e as forças da ordem no Kosovo Direitos de autor Bojan Slavkovic/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Bojan Slavkovic/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Maria Barradas com Agências
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Depois de boicotarem as eleições municipais, os sérvios do Kosovo tentam impedir a instalação dos autarcas kosovares eleitos. A tensão crescente degenerou em volência esta segunda-feira.

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Cerca de 25 militares da KFOR, a força de manutenção da paz da NATO, ficaram feridos esta segunda-feira em confrontos com populares sérvios no norte do Kosovo. 

Os manifestantes tentavam ocupar um edifício municipal na localidade de Zvečan e impedir o início dos trabalhos da câmara municipal, agora nas mãos da minoria kosovar albanesa, depois da maioria sérvia ter boicotado as eleições municipais.

Os sérvios começaram a entrar em confronto com a polícia durante a manhã no município de Zvecan, 45 quilómetros a norte da capital, Pristina. Durante a tarde, os soldados da KFOR pediram aos sérvios que abrissem caminho a dois veículos das forças especiais da polícia kosovar.

Os soldados utilizaram então gás lacrimogéneo e granadas de atordoamento para proteger os agentes kosovares que se encontravam nos veículos e dispersar os manifestantes, segundo testemunhas e os meios de comunicação social locais. Os sérvios reunidos responderam atirando pedras e outros objetos duros. 

Uma grande parte dos militares feridos, alguns com gravidade, é de nacionalidade italiana, o que provocou já uma reação da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Num tweet, Meloni diz que a Itália está empenhada na paz nos Balcãs, qualifica como inaceitável e irresponsável o ataque aos militares da KFOR e diz que não irá tolerar outras ações deste tipo.

Quem também já reagiu foi o presidente sérvio, Aleksandar Vučić, que defende a posição sérvia e diz que a culpa destes desacatos é do primeiro-ministro kosovar Albin Kurti. 

Vučić passou a noite com as tropas sérvias estacionadas junto à fronteira com o Kosovo e afirmou: "Mobilizámos as nossas forças de acordo com a situação, em locais onde pensamos ser necessário. Iremos visitar muitos locais com o nosso exército. Não permitiremos o pogrom do povo sérvio".

Cerca de 50 civis sérvios ficaram também feridos nestes confrontos. O clima de tensão entre o Kosovo e a Sérvia, que não reconhece a independência declarada em 2008, tem vindo a subir. Na semana passada, a Sérvia colocou o exército em alerta máximo e reforçou as tropas junto à fronteira.

Um conflito com 25 anos

O conflito no Kosovo eclodiu em 1998, quando os separatistas de etnia albanesa se revoltaram contra o domínio da Sérvia, que respondeu com uma repressão brutal. Cerca de 13.000 pessoas, na sua maioria de etnia albanesa, morreram. A intervenção militar da NATO em 1999 acabou por obrigar a Sérvia a abandonar o território. Washington e a maioria dos países da UE reconheceram o Kosovo como um Estado independente, mas a Sérvia, a Rússia e a China não o fizeram.

Os Estados Unidos e a União Europeia têm vindo a itensificar esforços para ajudar a resolver o diferendo entre o Kosovo e a Sérvia, receando uma maior instabilidade na Europa devido à guerra da Rússia na Ucrânia. 

Bruxelas deixou claro à Sérvia e ao Kosovo que devem normalizar as relações se quiserem fazer algum progresso para aderir à União Europeia.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell condenou a violência e os ataques aos soldados da KFOR.

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