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As consequências dramáticas das alterações climáticas na Europa

Barragens vazias, imagens da seca preocupante que atinge o sul da Europa
Barragens vazias, imagens da seca preocupante que atinge o sul da Europa Direitos de autor AFP
Direitos de autor AFP
De  Henrique Barrueco
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Secas prolongadas e inundações marcam as alterações do clima na Europa, com consequências particularmente graves na agricultura e efeitos económicos imediatos.

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A seca está a afetar drasticamente a agricultura no sul da Europa, com prejuízos económicos particulares para as zonas rurais espanholas. Esta situação alterna com inundações graves, como as que ocorreram em maio, em Itália.

Duas faces da mesma moeda que a Comissão Europeia vê como uma consequência imediata das alterações climáticas, em que a água, pela sua falta ou excesso, é uma das consequências graves já presentes.

A seca está a tornar-se capaz de gerar uma crise alimentar com repercussões económicas imediatas.

A falta de chuvas regulares, com o atual nível de emissões no Mediterrâneo e um aumento de 2 graus Celsius, faria com que a Espanha perdesse 7% do seu PIB. O PIB mundial perderia 17% se o aquecimento global ultrapassasse os 3 graus Celsius.

A primeira frente na luta contra a seca é a agricultura e a sua capacidade de adaptação, desde as culturas de regadio às de sequeiro, passando por uma gestão eficaz da água.

Javier Fatás, especialista em água do Comité Coordenador das Organizações de Agricultores e Criadores de Gado espanhóis afirma: "O futuro dos agricultores vai passar pela adaptação a estas alterações climáticas, a estas condições climatéricas. Temos de nos lembrar que nos últimos 50, 60 anos triplicámos a população mundial e temos a obrigação, por assim dizer, de alimentar esta população mundial".

O avanço da seca é maior na Europa mediterrânica e especialmente em Espanha, onde 75% da sua superfície já está em risco de desertificação, segundo Comité Coordenador das Organizações de Agricultores e Criadores de Gado.

"Creio que o trabalho que temos de fazer nos próximos anos é tentar ser tão produtivos como somos atualmente com a água que temos agora, ou com menos água ou com essa menor quantidade de água que vamos ter nos próximos anos, através da eficiência na sua utilização. (...) Temos de ser cada vez mais sustentáveis com menos recursos do que temos agora", diz Javier Fatás.

Os aquíferos e as reservas naturais como os do Parque Nacional Doñana, na Andaluzia, aparecem como tesouros estratégicos essenciais na preservação da natureza e na luta contra a desertificação e a seca.

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