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Riscos da geoengenharia para gerir clima preocupam Comissão Europeia

Uma das técnicas é a injeção de aerossol estratosférico usando aviões
Uma das técnicas é a injeção de aerossol estratosférico usando aviões Direitos de autor Michael Probst/Copyright 2018 The AP. All rights reserved.
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De  Isabel Marques da SilvaMaria Psara
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Pode e deve o clima ser manipulado pela Humanidade para combater os efeitos das alterações climáticas? A geoengenharia é uma especialidade tecnológica que visa ajudar a combater o aquecimento global no planeta.

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A geoengenharia é uma área em desenvolvimento e algo controversa mas que merece a atenção da Comissão Europeia, com alertas sobre os riscos para todo o planeta.

"Constatamos que a geoengenharia é discutida e explorada em várias partes do mundo e que é considerada por alguns como uma potencial resposta às alterações climáticas. Esta é uma questão com implicações globais e riscos consideráveis. Nninguém deveria fazer experiências sozinho no nosso planeta partilhado", disse Frans Timmermans, vice-presidente executivo da Comissão Europeia, quarta-feira, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Os investigadores já estão a trabalhar em vários tipos de tecnologias para baixar as temperaturas, que têm vindo a aumentar por via do efeito de estufa causado por emissões poluentes de orgiem humana.

Uma delas é a injeção de aerossol estratosférico, que passa pela libertação de pequenas partículas que reflectem a luz usando aviões.

Para obter um efeito significativo, seriam necessários centenas ou mesmo milhares de aviões especializados a trabalhar durante anos.

Outra proposta é o branqueamento de nuvens marinhas, isto é, a tentativa de aumentar a refletividade das nuvens baixas com a ajuda de partículas de aerossol libertadas pelos barcos.

Cientistas preocupados

Uma parte importante da comunidade científica é crítica em relação a estas tecnologias. Cerca de 450 investigadores enviaram uma carta aberta à Comissão Eurpeia, expressando as suas preocupações.

Não é possível eliminar todas as incertezas através de experiências em laboratório ou de experiências em pequena escala. Os cientistas sociais estão muito preocupados com o risco geopolítico.
Frank Biermann
Professor, Universidade de Utrecht

Entre eles está Frank Biermann, um especialista em governação global da Universidade de Utrecht, entrevistado pela euronews: "Estas incertezas não podem ser eliminadas pela investigação porque, no final, o impacto final destas tecnologias só será conhecido quando for experimentado à escala planetária". 

"Não é possível eliminar todas as incertezas através de experiências em laboratório ou de experiências em pequena escala. Os cientistas sociais estão muito preocupados com o risco geopolítico. O que acontecerá se alguns países o fizerem sozinhos?", questiona.

Os avanços mais significativos estão a ocorrer nos EUA, mas a China é outro ator relevante.

As Nações Unidas já elaboraram relatórios alertando para a necessidade de usar com cuidado estas tecnologias, incluindo as que visam fazer a gestão da radiação solar e eliminação dos gases com efeito de estufa.

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