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O livro de Bela, vítima de Auschwitz

O livro de Bela
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80 anos depois, um livro que pertenceu a um menino que morreu no campo de concentração de Auschwitz foi entregue à família.

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Um livro, pertencente a um menino de 13 anos que morreu no campo de concentração de Auschwitz, foi entregue a familiares. Trata-se do único elo tangível com a existência de Bela Engleman.

Morto em Auschwitz em 1944, Bela escreveu e carimbou o nome no livro escolar. O livro sobreviveu e foi encontrado por um alfarrabista húngaro.

"Esta é a única coisa que comprova que ele estava vivo, não temos certidão de nascimento, nem fotografia, só isto," explica a sobrinha-neta de Bela Engleman, NIna Forman.

"Alguém que nos viu na TV, e cujo pai é alfarrabista., percebeu que o pai poderia ter livros da (nossa) família," explica o bisneto de Lily Ebert (irmã de Bela), Dov Forman.

A irmã mais velha de Bela, Lily, que sobreviveu ao Holocausto, começou a pesquisar o seu passado há três anos. Com a ajuda do bisneto Dov, reencontrou a família do soldado americano que a libertou em 1945.

Desde aquela reunião, e a exposição mediática que se seguiu, as filmagens de Lily em 1945 também foram descobertas por investigadores.

O sucesso da história trouxe Dov para a Hungria numa missão para se reconectar com o passado da família.

Sem a publicidade mundial, é improvável que este livro tivesse sido encontrado. Na cidade natal de Lily, Bonyhad, na Hungria, resta apenas um judeu - a comunidade outrora vibrante foi destruída pelos nazis.

O alfarrabista Zsolt Brauer, sentado ao lado da esposa Erika, diz que "É um milagre que este livro tenha sobrevivido" e estão "felizes por entregá-lo a Lily".

De volta a Londres, o livro é entregue a Lily, agora com 99 anos, está no hospital a recuperar de uma operação.

"Ser capaz de dar a ela esse elo tangível com a existência de seu irmão foi muito especial," afirma Dov.

Dov, que tem fotos de família do irmão mais velho e das irmãs mais novas de Lily, gostaria de encontrar uma foto de Bela para juntar à coleção.

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