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Rotas comerciais africanas afetadas pela situação no Níger

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Filas de camiões bloqueados nas fronteiras do Níger
Filas de camiões bloqueados nas fronteiras do Níger -  Direitos de autor  Euronews
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De Maria Barradas com Agências
Publicado a •Últimas notícias
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O braço-de-ferro entre a CEDEAO e a junta militar que tomou o poder no Níger, está a afetar as rotas comerciais e distribuição de alimentos na região.

Os países da Comunidade Económica da África Ocidental bloquearam as fronteiras com o Níger, onde se acumulam filas de camiões e outros veículos que não podem passar.

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Issiaka Bassé é um dos camionistas que espera há duas semanas para passar a fronteira: "Deixámos as nossas famílias para ir buscar algo para comer e alimentar as nossas famílias. Não sabemos o que se está a passar. Estamos aqui presos. Já lá vão cerca de 16 dias. Pedimos à população africana que resolva os seus problemas, que nos deixe passar - descarregaremos as nossas mercadorias, daremos meia volta e regressaremos às nossas famílias em paz, como é nosso dever", afirma.

A maior parte das transações suspensas são de diferentes tipos de produtos alimentares. Até à data, não há relatos de uma possível crise alimentar, mas a região do Sahel pode ser muito vulnerável a este tipo de acontecimentos.

A situação no país é muito tensa. Na sexta-feira, milhares de cidadãos do Níger, apoiantes do golpe, reuniram-se junto a uma base militar francesa perto de Niamey, gritando "abaixo a França, abaixo a CEDEAO" e agitando falcões russos, entre outros símbolos.

 A França tem cerca de 1500 militares ainda estacionados no Níger e Paris tinha manifestado apoio direto às decisões da CEDEAO.

A CEDEAO tinha anunciado a decisão de enviar uma força militar para repôr a ordem constitucional no país e estava prevista uma reunião este sábado entre os líderes da comunidade, que acabou por ser anulada. A organização invocou "razões técnicas" relacionadas com os voos com destino a Acra, a capital do Gana, onde estava previsto o encontro.

Ao anúncio do envio de uma força militar, os generais da junta militar golpista responderam com a ameaça de matar o presidente deposto, Mohamed Bazoum, que se encontra em prisão domiciliária em condições muito precárias.

A comunidade internacional tem manifestado grande preocupação quanto ao seu destino e apelado à sua libertação.

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