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Economia russa deve crescer apesar das sanções

Impacto das sanções não chegou para abrandar economia russa este ano
Impacto das sanções não chegou para abrandar economia russa este ano Direitos de autor Alexander Zemlianichenko/AP
Direitos de autor Alexander Zemlianichenko/AP
De  Ricardo Figueira com AFP
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Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) revê previsões em alta e diz que PIB da Rússia deve crescer 1,5% este ano.

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Apesar do impacto das sanções ocidentais, a economia russa deve crescer este ano, segundo as previsões Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), que revê assim em alta a anterior previsão, que apontava para uma queda. Em maio, o banco previa uma descida de 1,5% no PIB russo. Agora diz que a economia russa vai crescer o mesmo valor.

O BERD, fundado para ajudar os países da ex-União Soviética a adaptarem-se aos mercados livres, afirma que as receitas da Rússia foram impulsionadas pelos elevados preços do petróleo e pelas novas oportunidades de exportação para a China, Índia e países da Ásia Central. O Banco esperava que a limitação do preço do petróleo, no âmbito das sanções, tivesse um impacto negativo maior.

Segundo o comunicado do BERD, "a atividade económica manteve-se robusta, em particular o consumo dos lares e as despesas públicas relacionadas com o conflito em curso na Ucrânia". O BERD nota ainda que "os números do segundo trimestre foram surpreendentemente elevados".  No entanto, o maná não deve durar muito tempo, já que o banco prevê um abrandamento económico a partir do próximo ano.

A Rússia tem procurado reforçar os laços comerciais com a China, a Índia e outras nações não-alinhadas para apoiar a economia afetada pelas sanções. No entanto, a instituição acredita que isso não será suficiente para compensar o arrefecimento da economia russa previsto para 2024. 

No conjunto das economias monitorizadas pelo BERD, o crescimento deverá ser de 2,4%, um número acima dos 2,2% previstos em maio. Quanto à Ucrânia, o banco mantém a previsão de crescimento de 1% para este ano e 3% para 2024.

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