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Pilotos da NATO treinam para intercetar aviões russos

Pilotos da NATO treinam para intercetar aviões russos
Pilotos da NATO treinam para intercetar aviões russos Direitos de autor euronews
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De  Mihaela Barbu
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A Euronews acompanhou um exercício da Aliança Atlântica, com um avião alvo que partiu dos Países Baixos e aterrou na Lituânia.

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A NATO multiplicou as missões de interceção de aviões russos desde o início da guerra na Ucrânia, e os pilotos da Aliança Atlântica realizam treinos regulares para melhorar a eficácia. A Euronews assistiu a um desses treinos, que começou na base aérea de Eindhoven, nos Países Baixos. Um avião Airbus A330 serviu de alvo. Sobrevoou a Alemanha e a Polónia para chegar à Lituânia. 

O avião foi intercetado várias vezes durante o voo por caças, como os F16, os F18 ou os Eurofighter Typhoon. Pertencem aos Estados membros das Forças Aéreas da NATO e realizam missões de policiamento aéreo para manter o espaço da Aliança a salvo de quaisquer ameaças.

Os militares de policiamento aéreo fazem treinos de 24 horas, uma vez que as aeronaves russas ameaçam o espaço aéreo da NATO mais do que antes da guerra na Ucrânia. Na Roménia, os pilotos aliados e romenos realizaram cerca de 160 missões reais de interceção no ano passado, três vezes mais do que em 2021.

"No Sul (da Europa), onde se situa a Ucrânia e o Mar Negro, é mais complicado do que era antes, porque há uma guerra (...) É mais difícil para os países da NATO no Sul lidarem com esta situação do que para os países do Norte, onde ainda existem as mesmas fronteiras que existiam antes de fevereiro do ano passado.", sublinhaHarold van Pee, comandante do Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO em Uedem.

Todos os dias, cerca de 30 aviões da Aliança Atlântica sobrevoam o espaço aéreo dos países membros. Alguns deles efetuam missões de policiamento aéreo nos países bálticos, que não dispõem de aviões de combate para assegurar este serviço por si próprios. Um grupo de 100 pilotos de F16 romenos, pela primeira vez em missão no estrangeiro, está destacado desde o final de março e até agosto, numa base da Lituânia.

Cosmin Vlad, comandante do Destacamento romeno de F16 na Lituânia, explica que os treinos, realizados quase diariamente, recriam as operações efetuadas em caso de alerta real. Para Alexandru Năsturel, Chefe da formação de manutenção do Destacamento, os exercícios são uma boa oportunidade para pôr em prática toda a formação que foi feita na Roménia e com outros parceiros.

Ao partir da Lituânia, o avião Airbus que desempenhava o papel de alvo foi intercetado pelos pilotos romenos. Regressou aos Países Baixos atravessando o espaço aéreo da Letónia, Estónia Finlândia, Suécia, Dinamarca e Reino Unido Em cada país, foram simuladas interceções.

Vários caças foram reabastecidos em voo pelo transportador-tanque multifunções. O avião-cisterna pertence a uma Unidade Multinacional, que inclui seis países da Aliança e está subordinada à Agência de Apoio e Aquisição da NATO. A unidade pode executar missões a nível internacional. Nos próximos dois anos, estará totalmente operacional e poderá ser destacada para missões de longa duração noutros países.

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