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Grupo mercenário russo recruta mulheres para combater na Ucrânia

ARQUIVO - Combatentes rebeldes apoiadas pela Rússia acenam enquanto posam para a imprensa após um concurso de beleza que envolveu mulheres dos principais batalhões separatistas em Donetsk, Ucrânia, 2015.
ARQUIVO - Combatentes rebeldes apoiadas pela Rússia acenam enquanto posam para a imprensa após um concurso de beleza que envolveu mulheres dos principais batalhões separatistas em Donetsk, Ucrânia, 2015. Direitos de autor Vadim Ghirda/AP
Direitos de autor Vadim Ghirda/AP
De  Joshua Askew
Publicado a
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Artigo publicado originalmente em inglês

Até agora, as mulheres raramente assumiram papéis de combate na linha da frente na guerra da Ucrânia.

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Um grupo mercenário russo está a tentar recrutar mulheres para funções de combate na Ucrânia, de acordo com o Ministério da Defesa britânico (MoD).

No seu briefing diário de segunda-feira, o MoD afirmou que a Redut - uma empresa militar privada apoiada pelo Estado - está a apelar a mulheres para trabalharem como atiradoras e operadoras de drones no seu Batalhão Borz.

A Redut - anteriormente conhecida como Shield - tem ligações ao GRU, a agência de informação externa da Rússia.

Faz parte de um grupo de forças mercenárias que protegem as operações comerciais de empresas russas e foi destacada para a Ucrânia desde o início da invasão em grande escala em 2022.

Composta por antigas forças especiais russas e membros do grupo de mercenários Wagner, a Redut terá estado envolvida na conspiração para assassinar o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy nos primeiros dias da guerra.

O Ministério da Defesa do Reino Unido citou o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, dizendo que 1.100 mulheres estavam atualmente destacadas na Ucrânia, servindo sobretudo em funções de apoio médico e de serviço alimentar.

Este número equivale a 0,3% da força militar russa, segundo as estimativas.

O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou que "não é claro" se as forças de defesa russas irão seguir o exemplo e colocar mais mulheres em funções de combate.

É provável que as forças russas tenham sofrido pesadas perdas ao longo de 20 meses de guerra na Ucrânia e podem agora estar a procurar outras formas de reforçar o número de tropas.

Ao longo da história, as mulheres têm desempenhado diversos papéis em tempos de guerra, contribuindo frequentemente de forma significativa para os esforços de guerra, apesar de enfrentarem barreiras sociais e culturais.

Até à data, as mulheres têm desempenhado poucos papéis de combate na linha da frente na Ucrânia, embora exista uma forte tradição de atiradoras e outras tropas de combate que serviram nas forças soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial, afirma o Ministério da Defesa do Reino Unido.

Na ofensiva inicial russa em Kiev, no início da guerra, a Redut sofreu pesadas perdas de até 90% da sua força de combate, segundo o Insider.

Aos restantes foram oferecidos contratos com o exército convencional russo, o que permitiu ao Ministério da Defesa russo reconstruir e controlar efetivamente a força.

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