Naufrágio de veleiro dinamarquês faz quatro mortos e levanta suspeitas

Momento em que os destroços do veleiro eram retirados da praia
Momento em que os destroços do veleiro eram retirados da praia Direitos de autor PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
De  Francisco Marques
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Embarcação saiu de manhã para o mar apesar das condições adversas e naufragou quatro horas depois. Tripulação declarada seria de três pessoas

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Um "golpe de onda" terá estado na origem do naufrágio de um veleiro de bandeira dinamarquesa, na sexta-feira, ao largo da praia Formosa, em Torres Vedras, no litoral centro de Portugal.

Os quatro tripulantes da embarcação, dois homens e duas mulheres, acabaram por morrer. Pelo menos três eram dinamarqueses.

O veleiro "Dorado Ishoj" terá largado de Peniche pelas 07 horas da manhã, enfrentando ondas de sete metros, acabou por naufragar pelas 11 horas e deu à costa virado pelas 13h30, na Praia Azul, a sul de Santa Cruz.

O corpo da última vítima foi recuperado dentro do veleiro quando o barco estava a ser removido da praia, pelas 16 horas. A nacionalidade deste último óbito está por conhecer e terá inclusive levantado suspeitas às autoridades.

De acordo com o Correio da Manhã, as autoridades terão revelado que o veleiro estaria a viajar desde a Dinamarca e que os tripulantes seriam experientes, já tinham feito várias paragens e sempre declararam ser três pessoas a bordo.

A descoberta do quarto cadáver dentro do barco, que se juntou aos outros três que deram à costa pouco depois do naufrágio, terá motivado um novo ângulo de investigação.

O mesmo jornal cita um casal de velejadores que se teria cruzado com a tripulação nórdica que pretendia rumar a Cascais e que a teria aconselhado a não prosseguir viagem devido às condições adversas.

A Autoridade Marítima informou entretanto, este sábado, ter retomado as buscas por uma mulher que terá sido arrastada para o mar por uma onda perto do Cabo Raso, em Cascais.

A vítima será colombiana, terá 29 anos e foi "apanhada" pelo mar pelas 17h30 quando fazia fotografias com o marido nas rochas situadas perto do restaurante Maré, do Chef José Avillez. 

O homem também caiu à água, mas salvou-se com a ajuda de uma boia e de uma corrente humana composta por populares que testemunharam o incidente.

Outras fontes • Lusa, Correio da Manhã

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