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Israel expande a ofensiva militar a toda a Faixa de Gaza

Nuvens de fumos e destroços de um bombardeamento israelita na Faixa de Gaza
Nuvens de fumos e destroços de um bombardeamento israelita na Faixa de Gaza Direitos de autor  Leo Correa/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Leo Correa/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De Euronews
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O exército israelita deu ordem de evacuação em áreas do sul do território e diz que as operações contra o Hamas no sul não serão menos devastadoras do que no norte.

A ofensiva terrestre de Israel expandiu-se para todas as regiões da Faixa de Gaza, de acordo com os militares israelitas. 

O exército ordenou mais evacuações no sul, onde se concentrou a maior parte da população civil, e prometeu que as suas operações contra o Hamas não serão menos devastadoras do que têm sido no norte.

"O exército israelita continua a alargar a sua operação terrestre contra o Hamas em toda a Faixa de Gaza. O exército está a operar em todos os locais onde o Hamas tem bastiões", afirmou o seu porta-voz, Daniel Hagari, no final da noite de domingo.

Pesados bombardeamentos seguiram as ordens de evacuação. Os palestinianos dizem que estão a ficar sem lugares para onde ir no território isolado. Muitos dos 2,3 milhões de habitantes da Faixa de Gaza deslocaram-se para o sul, depois de Israel ter ordenado aos civis que abandonassem o norte nos primeiros dias da guerra. 

O Ministério da Saúde de Gaza afirma que centenas de pessoas foram mortas ou feridas desde que o cessar-fogo de uma semana foi quebrado na sexta-feira, no dia 1 de dezembro. A maioria, segundo o ministério, são crianças que ainda se encontram debaixo dos escombros.

Durante a noite, um ataque a uma entrada do hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, matou várias pessoas, segundo a agência palestiniana Wafa. Num comunicado, o governo do Hamas acusou o exército israelita de uma "grave violação" do direito humanitário internacional. 

O Ministério da Saúde do Hamas declarou no domingo que 15 523 pessoas, 70% das quais mulheres e crianças, foram mortas desde o início dos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza.

"Nas últimas horas, apenas 316 mortos e 664 feridos foram retirados dos escombros e levados para os hospitais, mas muitos outros continuam debaixo dos escombros", declarou Ashraf al-Qidreh, porta-voz do Ministério da Saúde do Hamas.

Do lado israelita contam-se cinco soldados mortos desde o fim da trégua, três durante a noite de domingo para segunda-feira.

A ONU adverte que os hospitais de Gaza estão sobrelotados.

Israel está a ser pressionado pela comunidade internacional para proteger os civis. O primeiro-ministro, Benjamin, Netanyahu diz que vai prosseguir com todos os objetivos da guerra. O exército israelita afirma que os seus caças e helicópteros atingiram alvos do Hamas, incluindo túneis, centros de comando e instalações de armazenamento de armas. 

As negociações para a libertação de reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos foram interrompidas. As esperanças de um novo cessar-fogo temporário desvanecem-se.

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