Macron apresenta medidas para França e fala sobre conflitos internacionais

Emmanuel Macron
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No plano nacional, anunciou medidas como a redução das férias no ensino básico e secundário, uma nova licença para tomar conta dos filhos e a regularização de médicos estrangeiros. No plano internacional, Emmanuel Macron destacou a situação na Ucrânia.

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Durante uma audiência de jornalistas, no Palácio do Eliseu, na terça-feira à noite, o Presidente francês anunciou uma série de medidas relativas ao país e comentou os principais temas que marcam a agenda internacional.

No plano nacional, entre as principais medidas estão a redução das férias no ensino básico e secundário, uma nova licença para tomar conta dos filhos e a regularização de médicos estrangeiros. 

No plano internacional, Emmanuel Macron destacou a situação na Ucrânia. 

"O maior risco é a agressão da Rússia à Ucrânia", disse Macron. "Não podemos e não devemos deixar a Rússia ganhar, porque a segurança da Europa e dos países vizinhos da Rússia estaria ameaçada. Deixar a Rússia ganhar é, de facto, aceitar que as regras da ordem mundial possam ser ignoradas", sublinhou.

Macron disse ainda que o seu país decidiu não se juntar aos ataques liderados pelos EUA contra os Houthis que atacam navios comerciais no Mar Vermelho, porque a França está a tentar evitar uma escalada nas tensões no Médio Oriente.

Os navios de guerra franceses na zona continuarão a ajudar a defender os corredores marítimos e a liberdade de navegação, afirmou, referindo que a Marinha francesa já intercetou mísseis e drones que visavam navios comerciais no Mar Vermelho nas últimas semanas.

Macron apelou a um cessar-fogo em Gaza e sublinhou os esforços da França para mediar os conflitos na região, incluindo um acordo sem precedentes negociado com o Qatar para entregar medicamentos aos reféns do Hamas.

O presidente também abordou as controvérsias em torno de Gerard Depardieu, um mês depois de ter defendido o ator em direto na televisão, apesar das alegações de má conduta sexual. Macron disse que estava a defender a presunção de inocência de um homem, mas admitiu ter um arrependimento: "não ter dito o quão importante são as vozes das vítimas de abuso sexual e o quão essencial esta luta é para mim

A conferência de imprensa foi o mais recente esforço de Macron para revigorar a sua presidência, após uma série de batalhas internas, como a idade da reforma em França e a forma de controlar melhor a imigração.

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