Guarda-redes do AC Milan abandona jogo após insultos racistas

Guarda-redes do AC Milan abandona jogo após insultos racistas
Guarda-redes do AC Milan abandona jogo após insultos racistas Direitos de autor Andrea Bressanutti/LaPresse
De  Euronews
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O jogo esteve suspenso durante vários minutos, depois do guarda-redes do AC Milan, Mike Maignan, o abandonar como forma de protesto. O futebol soma já vários casos de insultos racistas, por parte de adeptos, em campo.

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O guarda-redes francês Mike Maignan abandonou o relvado no sábado, dia 20 de janeiro, quando a Udinese defrontava o AC Milan, depois de ser alvo de insultos racistas.

O jogo esteve suspenso durante vários minutos na primeira parte, altura em que Maignan decidiu sair como forma de protesto pelos insultos que estava a receber dos adeptos adversários presentes nas bancadas.

Segundo as agências internacionais, foi pedido aos adeptos da Udinese que parassem com os insultos, através das instalações sonoras do estádio. Após alguns minutos de suspensão, Maignan e os seus companheiros do AC MIlan regressaram ao campo e o árbitro reiniciou a partida, mas alertou que caso que os insultos retomassem, o jogo seria interrompido definitivamente. Nessa altura, o AC Milan estava a vencer por 1-0, golo de Ruben Loftus-Cheek aos 31 minutos.

Ainda durante a partida, a Liga Italiana reagiu ao sucedido, através de uma mensagem na rede social X.

O racismo no futebol não é novidade. Um dos casos mais emblemáticos em Portugal é o de Marega, ex-jogador do Futebol Clube do Porto, que foi insultado durante um jogo frente ao Vitória de Guimarães em 2020.

Já em 2022, o Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS) recusou dar seguimento ao recurso da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no âmbito do castigo de três jogos à porta fechada aplicado ao Vitória de Guimarães, apesar de considerar que Marega foi alvo de insultos de teor racista. Isto porque, segundo as agências internacionais, o órgão jurídico entendeu que “a prova produzida não pode levar à conclusão de que o Vitória de Guimarães consentiu com os cânticos racistas”.

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