Polónia e Ucrânia anunciam cooperação no fabrico de armas

Donald Tusk com Volodymyr Zelenskyy, esta segunda-feira.
Donald Tusk com Volodymyr Zelenskyy, esta segunda-feira. Direitos de autor AP/Ukrainian Presidential Press Office
De  Euronews
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A visita do novo primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, a Kiev serviu para anunciar um plano de cooperação entre os dois países na produção de armamento e munições.

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Como pode o novo governo da Polónia continuar a apoiar a defesa da Ucrânia contra a agressão militar russa e como pode ser resolvido o diferendo entre as nações vizinhas sobre o transporte de cereais e camiões? Foi para responder a essas e outras questões que o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, se encontrou esta segunda-feira com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy em Kiev.

Tusk, que regressou ao poder na Polónia no mês passado e está empenhado em mostrar que a mudança de governo não trará uma mudança na política em relação à Ucrânia, disse a Zelenskyy: "Gostaria de lhe garantir que não será deixado sozinho".

Tusk apelou aos chefes de Estado de todo o mundo para que apoiem a Ucrânia e anunciou também a realização de ações conjuntas entre os dois países para a produção de munições e armamento. "Investiremos em empresas na Polónia e na Ucrânia que produzirão e trabalharão para aumentar as nossas capacidades de defesa - da Ucrânia, da Polónia e de toda a Europa. Este será também um empreendimento comercial muito lucrativo para ambas as partes", disse Tusk no encontro com Zelenskyy.

O Presidente ucraniano afirmou que Kiev irá receber um novo "pacote defensivo" da Polónia. "Há uma nova forma de interação para aumentar a escal da compras de arma - um empréstimo polaco à Ucrânia", afirmou Zelenskyy nas redes sociais, sem entrar em pormenores.

Situada no flanco oriental da NATO, a Polónia tem sido um dos mais fortes aliados da Ucrânia na sua luta para derrotar a Rússia. O governo de Varsóvia forneceu armas e ajuda humanitária e abriu as suas fronteiras aos refugiados ucranianos desde que as tropas de Moscovo invadiram a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

Tusk homenageou os combatentes ucranianos e assistiu às comemorações do Dia da Unidade da Ucrânia, que assinala a longa luta da Ucrânia para se tornar independente dos seus vizinhos orientais e ocidentais.

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