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Hamas está a estudar proposta de cessar-fogo de Israel

Tropas israelitas na fronteira com a Faixa de Gaza
Tropas israelitas na fronteira com a Faixa de Gaza Direitos de autor Tsafrir Abayov/AP
Direitos de autor Tsafrir Abayov/AP
De  Euronews
Publicado a Últimas notícias
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Apesar da aproximação entre as partes, mantêm-se discordâncias que poderão invalidar o acordo que tem sido negociado em segredo nas últimas semanas.

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O Hamas e Israel poderão estar mais perto de um acordo que termine com o conflito na Faixa de Gaza. Segundo as agências internacionais, os militantes islâmicos estão a estudar uma proposta de cessar-fogo e já deram "confirmação positiva". A informação foi avançada por fonte catari, uma vez que o Qatar tem estado a mediar as negociações entre Israel e o Hamas, que decorreram de forma secreta nas últimas semanas.

Ainda assim, fonte próxima do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, sublinhou que ainda não foi dada qualquer resposta definitiva. "Não podemos dizer que o estado atual das negociações seja zero e, em simultâneo, não podemos dizer que chegámos a acordo", clarificou Taher al-Nono, conselheiro de Haniyeh.

A proposta, segundo os meios de comunicação internacionais, propõe um cessar-fogo de cerca de seis semanas, durante o qual os palestinianos em Gaza poderiam circular livremente pelo território. Os reféns israelitas seriam libertados em três fases, em troca de prisioneiros palestinianos detidos em Israel. A ajuda humanitária a Gaza seria incrementada e, numa primeira fase, seriam libertadas mulheres, crianças, doentes e prisioneiros idosos detidos pelo Hamas. No final, seriam libertados soldados e os corpos dos reféns assassinados.

Apesar do aparente aproximar de posições, mantêm-se muitas diferenças entre as duas partes: o Hamas estará a pedir que sejam libertados 150 prisioneiros palestinianos em troca de cada refém. Um dirigente do Hamas também garantiu que qualquer acordo será rejeitado se não existir um cessar-fogo permanente, mas o executivo israelita tem dito que continuará os combates até derrotar o grupo islâmico.

Israel admite avançar para Rafah

Segundo o Hamas, já morreram na Faixa de Gaza mais de 27.100 palestinianos e mais de 66 mil ficaram feridos desde 7 de outubro. O conflito obrigou a deslocar 85% da população e cerca de um quarto dos residentes no território correm o risco de morrer de fome.

Nos últimos dias, a cidade de Khan Younis tem continuado a ser alvo preferencial dos ataques dos israelitas e dezenas de milhares de habitantes fugiram para sul, para a cidade de Rafah, na fronteira com o Egito, que se está a tornar uma "panela de pressão de desespero", avisou o porta-voz do Gabinete para os Assuntos Humanitários da ONU.

"Temos receio do que se segue", sublinhou Jens Laerke, explicando que mais de metade dos 2,3 milhões de pessoas que vivem na Faixa de Gaza já se deslocaram para sul e vivem na rua ou em estruturas improvisadas.

O ministro da Defesa de Israel já admitiu que Rafah poderá mesmo ser o próximo alvo das operações israelitas, precisando que as Forças de Defesa de Israel (IDF) já desmantelaram as brigadas do Hamas em Khan Younis. 

Segundo a Unicef, cerca de 17.000 crianças palestinianas ficaram sem família ou foram separadas dos familiares desde que começou o conflito, a 7 de outubro de 2023.

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