Estados Unidos alertam para novo pacote de sanções "esmagadoras" contra a Rússia

Estados Unidos alertam para novo pacote de sanções "esmagadoras" contra a Rússia
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O Departamento do Tesouro dos EUA salienta que mais de 500 alvos na Rússia vão ser sujeitos a sanções, e que "é importante recordar que não é apenas o governo dos EUA que está a tomar estas medidas".

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O novo pacote de sanções contra a Rússia será "esmagador" e terá "centenas de sanções", alertam os responsáveis norte-americanos. Na quinta-feira, o governo dos Estados Unidos deu mais alguns pormenores sobre o pacote anunciado no início da semana, que deverá ser oficialmente revelado esta sexta-feira.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, encontrou-se com Yulia e Daria, viúva e filha de Alexei Navalny, respetivamente. Biden voltou a referir que Vladimir Putin é responsável pela morte do opositor do Kremlin, e que parte das sanções se aplicam diretamente ao presidente russo.

Victoria Nuland, subsecretária de Estado para os Assuntos Políticos, explicou que, até ao momento, apenas uma parte das "centenas e centenas" será dirigida a "pessoas diretamente envolvidas na morte de Navalny", estando a maioria das sanções relacionadas com o segundo aniversário da guerra na Ucrânia.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, citado pelas agências internacionais, indicou que mais de 500 alvos na Rússia vão ser abrangidos pelas sanções e que “é importante lembrar que não são apenas os Estados Unidos que estão a tomar estas medidas".

Entretanto, a situação política no "gigante americano" está longe de ser fácil: vários políticos insistem que as sanções devem ser apoiadas pelo novo pacote de ajuda à Ucrânia, mas o Congresso ainda está a trabalhar nesse sentido. Neste contexto, a União Europeia está a tentar compensar, de alguma forma, a “lacuna dos EUA”.

Assim, na quinta-feira, a Dinamarca assinou um tratado, onde se compromete a dar um "apoio inabalável" à Ucrânia durante 10 anos, acompanhado de uma nova ajuda de 230 milhões de euros. A Dinamarca comprometeu-se, nomeadamente, a enviar os seus caças F-16 para a Ucrânia, aviões há muito esperados por Kiev como instrumento de luta contra os ataques aéreos da Rússia.

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