Israel pretende controlo completo de Gaza, segundo plano para o pós-guerra

Plano apresentado por Netanyahu prevê o controlo completo de Gaza por parte de Israel
Plano apresentado por Netanyahu prevê o controlo completo de Gaza por parte de Israel Direitos de autor AP Photo
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O plano apresentado por Benjamin Netanyahu pretende o controlo total, por parte de Israel, da segurança e dos assuntos civis da Faixa de Gaza.

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Benjamin Netanyahu pretende ter um controlo ilimitado sobre a segurança e os assuntos civis na Faixa de Gaza, segundo um plano de pós-guerra há muito aguardado, apresentado pelo primeiro-ministro ao seu gabinete de segurança na quinta-feira.

O plano de Netanyahu foi rapidamente rejeitado, esta sexta-feira, pelos líderes palestinianos e vai contra a visão de Washington para o enclave devastado pela guerra.

Todas as atenções estão viradas para a cimeira deste fim de semana em Paris, onde será apresentado um novo plano de cessar-fogo, depois de os mediadores terem dado, na quinta-feira, sinais encorajadores das partes em conflito.

Na cimeira participam Israel, os Estados Unidos, o Egito e o Qatar, sendo que estes dois últimos agem como mediadores entre Israel e o Hamas. A cimeira pretende encontrar uma solução para os mais de 100 reféns que permanecem retidos na Faixa de Gaza pelo grupo palestiniano.

Mais de 29.500 mortos

Entretanto, as bombas continuam a cair e a ceifar vidas na Faixa de Gaza. Mais de 100 palestinianos foram mortos em ataques israelitas em 24 horas, informou o Ministério da Saúde do território dirigido pelo Hamas. Os ataques aéreos mataram dezenas de pessoas em Rafah, junto à fronteira com o Egito, nas últimas semanas. Israel tem vindo a adiar a prometida ofensiva terrestre em Rafah, onde estão concentrados milhão e meio de pessoas, na maioria vindas de outros pontos da Faixa de Gaza.

Mais de 29.500 palestinianos foram mortos desde o início da guerra, ou seja, 1,3% da população de Gaza, que é de 2,3 milhões.

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